3 semanas de família desaparecida: o que ainda falta esclarecer sobre mistério no RS

  • 16/02/2026
(Foto: Reprodução)
O que se sabe sobre o caso da família desaparecida no RS O desaparecimento de Silvana Germann de Aguiar, de 48 anos, e de seus pais, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, completou três semanas. A investigação aponta o policial militar Cristiano Domingues Francisco, ex-marido de Silvana, como principal suspeito. Ele está preso temporariamente desde a última terça-feira (10). Apesar disso, a polícia ainda tenta esclarecer uma série de pontos considerados essenciais para entender o que ocorreu. A seguir, o g1 separou os pontos que ainda precisam ser esclarecidos na investigação sobre o sumiço da família: O que aconteceu no dia 24 de janeiro Como e por que os pais desapareceram no dia seguinte A movimentação dos celulares A presença do suspeito nas casas da família Os vestígios de sangue e material genético A motivação exata do crime Silvana Germann de Aguiar, Dalmira Germann de Aguiar e Isail Vieira de Aguiar Imagens cedidas/Polícia Civil O que aconteceu no dia 24 de janeiro A última movimentação confirmada de Silvana ocorreu na noite de 24 de janeiro. A postagem em suas redes sociais dizia que ela havia sofrido um acidente em Gramado, mas que estava bem. Segundo a polícia, o acidente nunca aconteceu e o objetivo da postagem seria despistar o desaparecimento. Desde então, seu celular está desligado e ela não fez mais contato. Ainda há dúvidas sobre quem realizou a publicação. Além disso, imagens de uma câmera de segurança registraram uma movimentação atípica na noite de 24 de janeiro. Um carro vermelho entrou na residência da filha às 20h34 e saiu oito minutos depois. Às 21h28, o veículo de Silvana entrou na garagem. Câmera registra movimentação de veículos na casa de família desaparecida no RS Mais tarde, às 23h30, outro carro chegou, permaneceu por 12 minutos e foi embora. O carro de Silvana foi encontrado com a chave no interior da residência, o que reforça a tese de que ela não viajou, segundo a investigação. A polícia busca identificar os outros veículos. Como e por que os pais desapareceram no dia seguinte Isail e Dalmira foram atrás da filha no domingo, dia 25 de janeiro. Alertados por vizinhos sobre a postagem, os pais saíram para procurar Silvana. Segundo o delegado Anderson Spier, o casal chegou a ir à delegacia distrital para registrar o sumiço, mas a unidade estava fechada. Depois disso, eles também não foram mais vistos. Ainda não sei sabe para onde o casal foi depois de deixar a unidade policial. A polícia tem indícios de que o suspeito esteve próximo da família Aguiar, principalmente dos pais de Silvana, no dia do desaparecimento do casal. A movimentação dos celulares A quebra de sigilo telefônico do PM foi o principal indício para a prisão temporária do policial militar Cristiano Domingues Francisco, ex-marido de Silvana. A polícia identificou movimentação suspeita no aparelho dele. Cristiano, a mãe e a atual companheira tiveram os celulares apreendidos. As mulheres são tratadas como testemunhas. De acordo com a polícia, Cristiano e a atual namorada não forneceram as senhas dos aparelhos. 📱👮 A quebra do sigilo telefônico permite à polícia identificar horários e locais em que o telefone foi utilizado, enquanto o acesso ao telefone por meio da senha permite acessar o conteúdo de mensagens e de arquivos armazenados no telefone. Ao g1, a defesa do policial militar afirma que, "sem acesso a investigação, qualquer pessoa no Brasil tem o direito de permanecer em silêncio." A presença do suspeito nas casas da família Mercado da família Aguiar Reprodução/RBS TV O delegado informou que a chave da casa dos idosos estava com Cristiano quando ele ainda era tratado como testemunha. Além disso, após a prisão do suspeito, a reportagem teve acesso a materiais atribuídos ao ex-marido de Silvana. No dia 1º de fevereiro, Cristiano enviou uma foto de dentro da casa de Isail e Dalmira, mostrando um veículo que pertence ao casal. Em outro áudio, ele conta que entrou mais de uma vez nas casas ligadas à família Aguiar. "Eu só estou indo muito na casa da Silvana, todos os dias, porque tem um cachorro e um gato lá. Tanto que hoje eu não fui ainda, eu preciso levar ração", afirmou. Inclusive, foi o próprio suspeito que fez o primeiro boletim de desaparecimento de Silvana. Os vestígios de sangue e material genético Perícias realizadas em duas casas da família e nos veículos encontraram: sangue no banheiro e na área externa da casa de Silvana; material genético e impressões digitais em diferentes pontos; cartucho de festim na residência dos idosos. "Encontraram vestígios diversos de material genético, além de impressões digitais (...) Sangue também. Todos esses vestígios foram devidamente colhidos por eles e agora seguem para análise no laboratório do IGP", explica o delegado Anderson Spier. Conforme o delegado, não havia sinais de luta corporal nem de montagem de cena no local. "Os peritos entenderam que o local estava íntegro. Não tinha nenhuma alteração que sugerisse alguma espécie de luta dentro da residência", complementa. A polícia aguarda análises do IGP, assim como os resultados finais das perícias que foram feitas nas casas, no minimercado da família e em imagens de câmeras de segurança que mostram a movimentação nos dias dos desaparecimentos. A motivação exata do crime A polícia trabalha com a possibilidade de homicídio, considerando que Silvana e o ex-marido não tinham uma boa relação. Os dois têm um filho de 9 anos, cuja rotina já era motivo de divergências: Silvana havia procurado o Conselho Tutelar para relatar que o pai não respeitava as restrições alimentares do menino. Com o sumiço de Silvana, foi Cristiano quem procurou o Conselho Tutelar, que recomendou que o filho ficasse com ele durante as investigações. Agora, ele está com a avó paterna. Ainda não se sabe, porém, qual teria sido o estopim para o crime — caso a hipótese se confirme —, nem se o desaparecimento dos três está diretamente relacionado aos desentendimentos familiares já conhecidos. Infográfico: pais e filha desaparecem em Cachoeirinha Arte/g1 VÍDEOS: Tudo sobre o RS

FONTE: https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2026/02/16/3-semanas-de-familia-desaparecida-o-que-ainda-falta-esclarecer-sobre-misterio-no-rs.ghtml


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