Após encontro com Kassab, ao menos sete deputados tucanos e do Cidadania decidem migrar para o PSD
05/02/2026
(Foto: Reprodução) Deputados do PSDB e Cidadania migram para o PSD, partido de Gilberto Kassab
Divulgação
Após café com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, ao menos sete deputados estaduais do PSDB e do Cidadania em São Paulo decidiram migrar para o partido.
O encontro foi realizado às 11h30 desta quinta-feira (5), na casa de Kassab e secretário de Governo e Relações Institucionais de São Paulo.
Vão trocar de sigla os deputados tucanos:
Rogério Nogueira;
Carlão Pignatari;
Barros Munhoz;
Analice Fernandes;
Maria Lúcia Amary;
e Mauro Bragato.
Do Cidadania, vai Dirceu Dalben.
No PSDB, restam agora duas deputadas, Bruna Furlan e Carla Morando. No Cidadania, Ana Carolina Serra e Ortiz Junior.
Um participante do encontro relata que Kassab já vinha conversando com os parlamentares individualmente sobre a migração.
No início da legislatura, eram 12 na federação – nove do PSDB e dois do Cidadania.
A filiação dos deputados está prevista para o dia dia 4 de março, na sede do partido na capital paulista.
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O movimento é mais um reforço nos quadros do partido.
Em janeiro, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, anunciou a filiação à sigla. Com isso, Kassab tem hoje três governadores pré-candidatos à presidência – além de Caiado, Ratinho Júnior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). E seis governadores no total – a última chegada foi a de Marcos Rocha, de Rondônia.
Nas eleições de 2024, o PSD foi o partido que elegeu o maior número de prefeitos no estado de São Paulo: 206.
Ocupa ainda postos importantes no governo estadual. O vice-governador, Felício Ramuth, é da sigla. E a tendência é que sigam com a vice de Tarcísio de Freitas nas eleições deste ano, apesar de o PL pleitear a vaga.
Já o PSDB vive uma debandada de seus filiados em São Paulo. Nas eleições municipais, não elegeu vereador algum.
À GloboNews, o presidente do PSDB de São Paulo, Paulo Serra, disse que soube da mudança dos filiados tucanos pela publicação do líder da bancada Rogério Nogueira, em uma rede social, e classificou o movimento como "falta de ética e de respeito":
"Isso é um canibalismo predatório dentro de uma mesma raia política que pode inviabilizar muitos mandatos", diz.
Para a disputa eleitoral de 2026, o PSDB paulista espera contar com a chegada de, ao menos, três novos parlamentares.
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