Ausente nas discussões, Flávio Bolsonaro cede a pressão e vota a favor da PEC do fim do 6x1
14/10/2026
(Foto: Reprodução) Senado aprova PEC do fim da escala 6x1
O senador e candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), votou a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala do 6x1, na noite desta quarta-feira (14), no Senado Federal.
A aprovação foi feita em dois turnos por 75 votos a favor e um contra. O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) foi o único a votar contrário à proposta.
Entretanto, a participação de Flávio na discussão foi nula. Ele não registrou presença em nenhuma das cinco sessões de debate, que eram semipresenciais – permitindo a participação à distância – e só marcou presença no momento da votação, já na noite de quarta.
Flávio Bolsonaro anunciou na terça-feira (13), que votaria à favor da proposta, após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre, em regime domiciliar, pena de prisão por tentativa de golpe de Estado.
Até então, Flávio se posicionava contra o fim da escala 6x1 nos moldes propostos pelo Congresso. O candidato do PL defende uma jornada flexível, negociada diretamente entre empregado e empregador.
Esse modelo poderia incluir redução de salário caso houvesse diminuição da carga horária.
Em agosto, durante encontro com empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Flávio defendeu que o trabalhador tivesse liberdade para escolher a própria carga horária como alternativa à extinção da escala 6x1.
A PEC defendida por Flávio estipula o pagamento por horas trabalhadas e diminuição do salário de forma proporcional. Segundo aliados, ele tentará aprovar a mudança depois das eleições.
E a deputada Erika Hilton (PSOL-SP), uma das porta-vozes da PEC no Congresso Nacional criticou essa postura de Bolsonaro.
"A campanha do Flávio Bolsonaro subiu nas tamancas e acredita que já está eleito. E eles acreditam que, sendo eleito, eles poderão, com a maioria que conseguiram construir tanto na Câmara quanto no Senado, revogar qualquer decisão que seja aprovada agora", afirmou.
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Gil Leonardi/ImprensaMG