Ave de cores vibrantes e máscara preta vira símbolo da Mata Atlântica em MS
30/03/2026
(Foto: Reprodução) Juruva tem como características uma máscara preta na região dos olhos e manchas escuras no peito.
Rudimar Narciso Cipriani
Uma nova lei publicada no Diário Oficial do Estado nesta segunda-feira (30) reconhece a juruva, ave da espécie Baryphthengus ruficapillus, como símbolo da Mata Atlântica em Mato Grosso do Sul.
De acordo com o texto, a escolha da juruva tem como objetivo valorizar a biodiversidade do estado e chamar a atenção para a importância da preservação da Mata Atlântica, um dos biomas mais ameaçados do país.
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A lei também prevê que o reconhecimento da ave ajude a incentivar ações de educação ambiental, além de estimular pesquisas científicas e culturais sobre a fauna regional. Outro ponto destacado é a conscientização da população sobre a necessidade de proteger tanto a espécie quanto o ambiente em que ela vive.
Com a nova regra, o governo estadual poderá usar a juruva em campanhas educativas, materiais oficiais e eventos ligados ao meio ambiente, reforçando a importância da conservação da natureza.
Segundo a bióloga Simone Mamede, no estado a ave tem ocorrência exclusiva em área de Mata Atlântica. "Isso faz com que seja mais rara pelo MS".
A Mata Atlântica em Mato Grosso do Sul ocupa mais de 3,7 milhões de hectares, representando uma área significativa, especialmente na região da Serra da Bodoquena, margens do Rio Paraná e sudoeste do estado. Abriga a maior área contínua de preservação deste bioma no interior do Brasil, incluindo florestas estacionais decidual e semidecidual.
Conheça a juruva
Simone Mamede descreve a juruva como uma ave de plumagem chamativa e cheia de detalhes. Segundo ela, a espécie possui uma máscara negra na região dos olhos e manchas pretas no peito, que podem desaparecer durante o período de muda (troca de penas), além de um bico forte e de cor preta.
A coloração da ave é um dos principais destaques. A juruva apresenta tons alaranjados que vão do bico até a nuca e também aparecem no peito. Já a garganta e a área atrás da máscara são verde-claras, enquanto a parte inferior do corpo é azul. As costas e asas são verde-escuras, com pontas azuis que criam contraste.
Outro ponto marcante é a cauda longa, que é verde ao longo do corpo e azul na extremidade, com a parte inferior preta. De acordo com a especialista, esse conjunto de cores e características facilita a identificação da espécie na natureza.
A norma foi assinada no dia 27 de março, em Campo Grande, e passou a valer na data da publicação.
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