Avós tentaram criar menino de 3 anos que morreu com sinais de maus-tratos no AC: 'Fazia de tudo por ele'

  • 09/09/2026
(Foto: Reprodução)
Mãe e padrasto são presos suspeitos de espancar e matar menino de 3 anos no Acre O avó materno de Davi Lucas Santos Maia, de 3 anos, João Evangelista dos Santos, disse que a família já havia tentado ficar com o menino e criá-lo antes de ele ser levado morto e com marcas de agressões para o hospital de Porto Acre, interior do estado, nessa terça-feira (8). Segundo ele, os familiares chegaram a pedir que a criança fosse entregue a eles porque consideravam que a mãe, Ana Clara dos Santos, de 18 anos, não tinha condições de criá-la porque passava por problemas financeiros. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 AC no WhatsApp Além disso, conforme a família, Ana Clara não dava notícias do menino e tinha se mudado para um endereço desconhecido. “Nós lutamos para pegar esse menino, lutamos. Pedimos para ela dar esse menino para nós. Falamos que não tinha condições de criar, falamos: 'você não tem um meio de vida [renda] para sobreviver'. Mas, eu tenho um meio de vida para sobreviver, eu dou do bom e dou o melhor para ele”, contou o avô. 👉 Contexto: Davi morreu nessa terça-feira (8), após ser levado pela mãe e pelo padrasto, Tacio Gomes dos Santos, de 23 anos, ao hospital de Porto Acre. Segundo a polícia, os dois disseram inicialmente que o menino havia caído, mas a equipe médica suspeitou de agressão ao perceber as marcas no corpo. O casal foi preso e nega o crime. Davi Lucas Santos Maia deu entrada no hospital com vários hematomas e morreu em Porto Acre nesta terça (9) Arquivo pessoal Ana Clara e Tacio Gomes são pais de um menino de 2 meses. A família dela diz que não conhecia o atual padrasto de Davi e não tinha contato com a criança há quase dois anos. Ainda de acordo com o avô, Davi chegou a morar por um período com a família materna. Segundo ele, os parentes tentavam oferecer os cuidados que consideravam necessários para o menino. “Ele viveu um pouco de tempo com nós, a gente tinha muito amor, carregava ele no coração, a gente fazia de tudo pra sempre dar o melhor para ele”, disse. Irmã gêmea da mãe de Davi, Ana Bela, também contou que o menino chegou a passar boa parte do primeiro ano de vida junto aos familiares, mas o contato diminuiu com o tempo. LEIA MAIS: Mãe e padrasto são presos suspeitos de espancar e matar menino de 3 anos no interior do Acre Madrasta suspeita de obrigar enteada a ingerir soda cáustica é indiciada por tentativa de homicídio no AC Criança de 10 anos é encontrada morta dentro de casa no interior do Acre “Ela [Ana Clara] só lembrava da gente quando ele tava doente, essas coisas. Mas, ele viveu com a gente por um ano, mas quando ela se mudou, perdemos contato com ela”, relatou. Ana Bela disse ainda que, antes do afastamento, os familiares costumavam buscar Davi para passar períodos com eles. Depois, porém, segundo ela, as visitas ficaram cada vez mais difíceis. “A gente pedia pra ligar, mas ela não deixava a gente ir buscar ele porque, antes a gente ia buscar, passava um mês ou uma semana com ele e depois levava de volta. Mas, perdemos o contato depois. Ela só mandava 'oi, tô bem' pra gente, não dava muitos detalhes”, afirmou. Ana Clara dos Santos, de 18 anos, e o padrasto Tacio Gomes dos Santos, de 23, foram presos suspeitos de matar Davi Lucas Santos Maia, de 3 anos, no Acre Reprodução Mãe tinha marcas no corpo O pai de Ana Clara também relatou que, em uma ocasião, percebeu marcas no corpo da filha, mas disse que ela atribuiu os ferimentos a uma queda. “Ela chegou, cheia de marca assim no corpo dela, aí a gente perguntou assim: ‘O que que é isso aí?’. E ela disse ‘é nada não, eu caí no chão’”, relembrou. João disse que espera que a filha esclareça o que aconteceu com Davi e que a investigação consiga apontar as circunstâncias da morte. “Ela tem que falar com a própria boca dela o que aconteceu, que a Justiça vai em cima dela. Ela tem que abrir o jogo, né?”completou. Investigação A investigação conduzida pela Polícia Civil também apura se Davi sofria maus-tratos e se havia outras circunstâncias relacionadas à morte. A mãe e o padrasto foram presos e, segundo o delegado Carlos Bayma, responsável pelo caso, negam ter espancado a criança. O caso foi levado para a Delegacia de Flagrantes de Rio Branco (Defla). O corpo de Davi foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), em Rio Branco, para exames que devem ajudar a esclarecer a causa e as circunstâncias da morte. Conforme o delegado, os laudos devem ficar prontos em até 10 dias úteis. Davi Lucas Santos Maia deu entrada no hospital com vários hematomas e morreu em Porto Acre nesta terça (8) Reprodução Para Ana Bela, a família agora quer entender o que aconteceu com a criança e espera que os responsáveis sejam responsabilizados. “Queremos saber o motivo disso tudo, né? Porque isso do nada, uma criança inocente, entendeu? Aí queremos saber, e queremos justiça", concluiu. VÍDEOS: g1

FONTE: https://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2026/09/09/avos-tentaram-criar-menino-de-3-anos-que-morreu-com-sinais-de-maus-tratos-no-ac-fazia-de-tudo-por-ele.ghtml


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