Chacina de Pioz: jovem que denunciou troca de mensagens entre acusados relembra o crime que deixou família da PB morta na Espanha

  • 07/09/2026
(Foto: Reprodução)
Chacina de Pioz: jovem que denunciou troca de mensagens entre acusados relembra o crime “Fiquei em estado de choque”. É dessa forma que Jordana Machado, ainda descreve o momento em que, aos 17 anos, recebeu pelo celular prints e fotos relacionados ao assassinato de uma família paraibana inteira na Espanha. Era 2016, e o crime ficou conhecido como Chacina de Pioz. O material, que revelou conversas entre o autor do crime e um amigo, recebido por uma adolescente, acabaria nas mãos das autoridades. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 PB no WhatsApp As vítimas foram Marcos Campos Nogueira, a esposa dele, Janaína Santos Américo, e os dois filhos do casal, um menino de 1 ano e uma menina de 4 anos de idade, assassinados dentro de casa, na cidade de Pioz, Espanha, por um parente a quem a família havia dado abrigo. Eles deixaram o Brasil em busca de melhores oportunidades no país europeu. O responsável pelas mortes foi François Patrick Nogueira Gouveia, sobrinho de Marcos, condenado à prisão perpétua pela Justiça da Espanha. Na Justiça brasileira, o caso segue em aberto contra um amigo do assassino: Marvin Henriques Correia trocou mensagens com ele durante a chacina e, por isso, é acusado de coparticipação no crime. LEIA TAMBÈM: Tio de assassino de família da PB morta na Espanha diz que perdoa sobrinho e cobra justiça por suposto auxílio Chacina de Pioz: assassinato de família da Paraíba na Espanha completa 10 anos com autor do crime em prisão perpétua Assassino de família da PB na Espanha recebe cartas de amor e pode dar telefonemas na prisão Paraibano acusado de ajudar em morte de família na Espanha ainda aguarda julgamento 10 anos após o crime O crime da Chacina de Pioz completou dez anos em agosto. A história, que ganhou repercussão internacional, também marcou a vida de Jordana Machado, que conta ao g1 como teve acesso às conversas, a decisão de denunciar Marvin Henriques e como o medo de uma possível represália continuou depois da denúncia. Jordana optou por não divulgar imagens atuais dela para esta reportagem. Amizade de escola Antes de descobrir as mensagens relacionadas à Chacina de Pioz, Jordana Machado, Patrick Nogueira Gouveia e Marvin Henriques Correia faziam parte do mesmo círculo de amizade de escola. Os três conviviam com outros estudantes em uma escola particular de João Pessoa, e mantinham uma boa relação, segundo ela, embora Patrick já estivesse na faculdade enquanto Jordana e Marvin ainda cursavam o ensino médio. Patrick chegou ao grupo por meio de amigos em comum. Jordana conta que foi ela quem o apresentou a outros colegas da escola. “Ele não estudava com a gente. Ele já estava na faculdade enquanto a gente estava no ensino médio. Ele foi apresentado por alguns amigos em comum, e eu apresentei ele ao pessoal da escola. E aí, ele ficou muito amigo do Marvin”, disse. Segundo Jordana, por Patrick ser mais velho que os demais, acabou assumindo uma posição de liderança entre os jovens. Marvin, em especial, tinha uma relação de admiração por ele. “E, como todo mundo era muito novo, e ele era um pouco mais velho do que a gente, ele parecia bem líder. Ele era muito idolatrado pelo próprio Marvin. Ele era um cara muito cativante. Eu gostava, o pessoal gostava muito dele”, conta. Naquele momento, ela não sabia que Patrick seria apontado como responsável pelas mortes dos tios e primos, no mesmo ano. E que Marvin, seria partícipe do crime. Marvin Correia (esquerda) se tornou réu após ter ajudado o amigo Patrick Nogueira (direita) a matar o tio Marcos Campos Reprodução/Twitter A descoberta Foi quando as notícias sobre o assassinato começaram a circular que aquela amizade ganhou outro significado para Jordana. Patrick havia aparecido como suspeito da chacina. Jordana lembra ter recebido de um colega do mesmo círculo, pelo celular, imagens relacionadas ao caso. “Ele me mandou os prints, mandou fotos. O Patrick tinha saído nas notícias como suspeito e eu lembro que eu mandei a notícia para ele [o colega] e falei ‘tu viu isso?’ Eu não sabia que ele já sabia”, explicou. A jovem afirma que estava se preparando para fazer um simulado na escola quando recebeu as imagens. Entre as fotos, estavam imagens dos corpos das vítimas. “Eu lembro claramente desse dia porque eu estava me preparando para fazer um simulado na escola. Eu estava me arrumando e ele me mandou isso, bem na hora que eu tinha acabado de almoçar”, relembra. A lembrança daquele dia permanece para ela. O impacto veio quando ela começou a ver o conteúdo e, de acordo com Jordana, a primeira reação foi de choque. “Quando peguei o celular, que eu vi tudo, fiquei primeiro em estado de choque e fiquei com muito nojo. Eu lembro que vomitei minha comida e fiquei em estado de choque. Não tem outra palavra para isso, não tem outra expressão para isso, foi um estado de choque. Fiquei um bom tempo, uma semana de estado de choque. Eu fui desnorteada fazer essa prova. Passei uma semana inteira sem conseguir ir à escola, porque eu comecei a ficar neurótica”, afirmou. Foi nesse mesmo conjunto de informações que Jordana também teve contato com uma troca de mensagens entre Patrick Nogueira Gouveia e Marvin Henriques Correia, que conversavam enquanto o crime ainda acontecia. Marvin dava dicas de como se livrar de provas do assassinato. As mensagens As conversas entre Patrick Nogueira Gouveia e Marvin Henriques Correia são um dos principais pontos do caso investigado pela polícia. Foi a partir desses diálogos que começou a investigação sobre a participação de Marvin na Chacina de Pioz. Patrick detalha o crime para o amigo Marvin na conversa, enquanto esperava o tio chegar na casa Reprodução/Polícia Civil da Paraíba A troca de mensagens aconteceu entre a tarde de 17 de agosto de 2016 e a manhã do dia seguinte, no horário da Espanha. Naquele período, Patrick matou os tios e os dois filhos do casal. Segundo a Polícia Civil da Paraíba, depois das mortes, Patrick fotografou os corpos e enviou as imagens para Marvin. Os registros mostram que Marvin, há época, com 18 anos, acompanhou pelo WhatsApp parte do que acontecia na casa. Patrick também contou ao amigo sobre o esquartejamento dos corpos e relatou que havia colocado as partes em sacos. Em uma das mensagens, Patrick escreveu: “A mulher e as duas crianças foram para o saco. Estão guardados e a casa está limpa, me limpei. Estou só esperando o quarto integrante”. Segundo a Polícia Civil, Marvin não apenas recebeu os relatos. Durante a conversa, ele também teria orientado Patrick sobre como evitar vestígios e deixar o local do crime. Em uma das mensagens, perguntou se havia algo na casa que pudesse ligar o amigo aos assassinatos e falou sobre a saída dele do imóvel. Marvin alerta Patrick sobre a saída dele do local do crime durante a conversa Reprodução/Polícia Civil da Paraíba Em outro momento, Patrick brinca com Marvin sobre a morte do tio, Marcos Campos Nogueira. As conversas também registram o assassino confesso dizendo ao amigo que precisava compartilhar o que havia acontecido, apesar do medo de perder a amizade. “Eu estou feliz que tu está de boa. Eu fiquei com medo de tu dizer ‘boy, acabou’. Eu tenho medo de te perder, mas eu não podia não compartilhar contigo”. Marvin responde rindo e chama Patrick de assassino. O assassino confesso brinca com o amigo sobre a morte do tio, Marcos Campos Nogueira Reprodução/Polícia Civil da Paraíba Além das mensagens, a investigação registrou uma publicação feita por Marvin no Twitter no dia dos assassinatos. “Hoje aconteceu uma doideira que nunca poderei contar a ninguém”, escreveu. Postagem no Twitter foi publicada no dia 17 de agosto, mesmo dia em que teria acontecido o crime Reprodução/Twitter/ Os registros das conversas foram incluídos tanto no processo contra Patrick na Espanha quanto no processo que ainda tramita na Justiça da Paraíba contra Marvin, que é acusado de coparticipação na Chacina de Pioz. LEIA TAMBÉM: Chacina de Pioz: paraibano acusado de ajudar em morte de família na Espanha ainda aguarda julgamento 10 anos após o crime Chacina de Pioz: assassino de família da PB na Espanha recebe cartas de amor e pode dar telefonemas na prisão Para a Polícia Civil, o conteúdo das mensagens indicava que Marvin tinha conhecimento do que estava acontecendo e teria auxiliado Patrick durante o crime. A denúncia A primeira reação de Jordana não foi procurar a polícia. Ainda adolescente, ela conta que pensou em como se proteger de possíveis retaliações depois de ter acesso às mensagens. “De início, eu não pensei em denunciar, eu só pensei em como me proteger disso. A qualquer momento, ele pode simplesmente descobrir que eu sei e eu entro nesse negócio de paraquedas. Eu não dormia, eu não conseguia ir à escola, eu não conseguia fazer nada. Eu só pensava nisso, só pensava nisso o tempo todo”, explicou. A decisão de levar as provas às autoridades veio em um fim de semana. Jordana procurou uma forma de entregar o material por meio de uma pessoa que tinha contato com a Polícia Federal. “Até que no fim dessa semana eu decidi levar as provas. Quando eu mandei a denúncia, na madrugada, o Patrick já estava no avião”, disse. Na época, Jordana conta que a mãe da então namorada tinha um amigo na Polícia Federal. Foi por esse contato que o pendrive com as provas chegou à corporação. “Eu namorava na época e a minha sogra tinha um amigo da Polícia Federal e eu entreguei um pendrive para ela e ela entregou para ele. Infelizmente eu vi tudo. Depois disso eu nunca mais tive contato com nada”, explicou. Na noite de 18 de outubro de 2016, uma terça-feira, Patrick Nogueira Gouveia embarcou em um avião com destino à Espanha e se entregou às autoridades espanholas. 'Passei muito tempo com medo da represália' Depois da denúncia, Jordana conta que passou a ser vista de outra forma pelos colegas de turma. Segundo ela, parte dos estudantes homens passou a proteger Marvin, enquanto ela passou a ser alvo de ameaças. “Na época, do momento que eu descobri, até o momento que eu tomei a coragem de denunciar, foi tudo muito traumático, porque, de início, todos os colegas homens ficaram se protegendo, e eu fiquei como vilã, porque, para eles, o Marvin parecia um mártir, e ele estava sendo super injustiçado. Foi um cenário muito traumático, porque, além de eu ter sofrido ameaças, desde o momento da denúncia, eu já estava me sentindo muito vulnerável. Eu ouvi um colega meu me falar: ‘estou escutando por aí que fulano está falando que quer pegar você na rua, toma cuidado’. Desde aí eu já estava com muito medo”, contou Jordana. O medo continuou mesmo depois de os fatos ganharem repercussão. Jordana afirma que precisou de terapia para voltar a sair de casa sem imaginar que poderia sofrer uma suposta represália. “Eu precisei de muita terapia para sair [de casa], porque eu fiquei muito paranóica por um bom tempo. Eu tinha muito medo. [...] Eu passei muito tempo na terapia para não ficar tão neurótica na rua, porque eu passei muito tempo com medo da represália em si”, lembrou. Ela cita uma situação que viveu depois de se mudar para o interior da Paraíba para estudar. Segundo Jordana, em um momento de medo, interpretou o movimento de um carro como uma possível tentativa de vingança. “Eu já tive um exemplo bem prático de uma coisa que aconteceu: eu fui morar no interior [da Paraíba], porque eu fui estudar lá. Num dia que eu estava muito neurótica, coloquei na minha cabeça que um carro ‘arrancou’ porque eu o vi. Coloquei na minha cabeça que algum deles estava querendo se vingar de mim, porque tinha raiva do que aconteceu. Pouquíssimas pessoas sabiam do meu real envolvimento, porque quando estourou tudo, eu era menor”, contou. Em agosto de 2023, a história da Chacina de Pioz voltou a ser contada em um documentário sobre o crime, que reúne relatos e informações sobre o assassinato da família paraibana na Espanha. Jordana Machado participou da produção para contar parte da história que viveu. Para ela, voltar a falar sobre o caso também tinha relação com o medo de que, com o passar dos anos, a história deixasse de ser lembrada e o papel que teve na denúncia fosse apagado. “Eu tinha muito medo de um dia esse assunto abafar o suficiente para eu virar um arquivo queimado. Eu tive esse nível de paranoia. Por isso que eu quis gravar o documentário. Eu queria que fosse alguma forma de deixar isso exposto, pelo menos para me proteger até certo ponto”, explicou. Jordana conta que, mesmo depois de anos, continua recebendo mensagens de pessoas da Espanha sobre o caso. Hoje, no entanto, diz que não dedica mais a mesma energia ao assunto. “Muitas pessoas da Espanha entram em contato comigo, mas hoje em dia eu às vezes eu curto uma mensagem, mas eu não gasto mais energia com isso. O que eu tinha para fazer, eu já fiz”, finalizou. Marvin passa a responder pelo caso Marvin Henriques Correia falou publicamente sobre a Chacina de Pioz após sete anos do crime, em série espanhola Reprodução/Atresplayer Enquanto Patrick foi julgado e condenado na Espanha, Marvin Henriques Correia passou a responder pelo caso na Justiça brasileira. Ele foi preso em João Pessoa em 28 de outubro de 2016, durante a primeira fase das investigações, e levado para o PB1. Por questões de segurança, ficou separado dos demais presos. Marvin Henriques Correia chega ao presídio PB1, em João Pessoa Reprodução/TV Cabo Branco Em 30 de novembro daquele ano, Marvin deixou a prisão e passou a responder em liberdade provisória, com medidas cautelares e monitoramento por tornozeleira eletrônica. Em 2019, voltou a ser preso preventivamente após a Justiça apontar que ele teria tentado romper o equipamento. A defesa negou a acusação e afirmou que a tornozeleira apresentava desgaste pelo uso. Um ano antes, em 2018, Marvin foi submetido a um exame psiquiátrico a pedido do Ministério Público da Paraíba, que concluiu que ele não tinha doença mental. Ao g1, a defesa afirmou que contestou a forma como a avaliação foi realizada e apresentou recurso, que ainda não foi analisado pelo Poder Judiciário e segue pendente. Trecho do inquérito da Polícia Federal que investigou Patrick Gouveia, suspeito de matar o tio, a esposa do tio e os dois primos na Espanha Reprodução Em 2021, Marvin foi absolvido sumariamente no processo de homicídio, mas o Ministério Público da Paraíba recorreu. Em 2023, o Tribunal de Justiça da Paraíba reabriu o processo e revogou a absolvição, apontando indícios de que Marvin teria incentivado Patrick. Já em março de 2026, o Superior Tribunal de Justiça negou um recurso da defesa que buscava levar a discussão ao Supremo Tribunal Federal. Com isso, o processo continua na Justiça da Paraíba. Atualmente, Marvin responde em liberdade e a acusação de participação na Chacina de Pioz ainda é analisada pela Justiça. Patrick é condenado à prisão perpétua na Espanha Julgamento de Patrick Nogueira começou nesta quarta-feira, na Espanha; ele é réu confesso do caso da Chacina de Pioz TV Cabo Branco/Reprodução François Patrick Nogueira Gouveia foi preso na Espanha e confessou os assassinatos de Marcos Campos Nogueira, Janaína Santos Américo e dos dois filhos do casal. Pela chacina, ele foi condenado a três prisões perpétuas. Patrick também recebeu uma quarta pena, de 25 anos de prisão, pelo assassinato de Janaína, esposa do tio. A prisão perpétua é a punição mais grave prevista pela legislação espanhola e pode ser revisada após 25 anos. A próxima revisão da pena de Patrick está prevista para 2041. Cela do Presídio de Estremera, na Espanha Divulgação O que dizem as defesas O g1 procurou a defesa de Patrick Nogueira Gouveia para saber sobre o atual cumprimento da prisão perpétua na Espanha. Até a última atualização desta reportagem, a advogada informou que não comentaria o assunto. O advogado de Marvin Henriques Correia, Sheyner Asfora, foi ouvido pela reportagem. Ao g1, ele afirmou que a defesa pretende pedir o reconhecimento da incompetência da Justiça Estadual da Paraíba para julgar o processo reaberto. Segundo ele, o caso deveria tramitar na Justiça Federal, em razão dos acordos internacionais de cooperação para investigação entre Brasil e Espanha. Sobre a relação de Marvin com Patrick e o conteúdo das mensagens trocadas entre os dois, Asfora afirmou que a conduta pode ser considerada moralmente reprovável, mas não configura crime. "Foi reprovável do ponto de vista moral, do ponto de vista ético, do ponto de vista cristão, mas moralmente reprovável, não reprovável do ponto de vista jurídico-penal. Essa esfera não tem qualquer responsabilidade. Esse é um ponto importante e que a defesa sustenta em várias oportunidades", ressaltou Sheyner. O advogado também disse que as mensagens não influenciaram Patrick a matar as vítimas e que a iniciativa da conversa partiu do próprio Patrick. "Todos têm a plena consciência que as mensagens só surgiram, só foram iniciadas após a morte, o homicídio das três vítimas. E houve um intervalo para a espera do tio. E foi por conta própria que assim ele fez. O Patrick inicia essa conversa e iniciou com o Marvin. Poderia ter iniciado com qualquer pessoa, qualquer outra pessoa que estivesse aqui no Brasil, em qualquer lugar do mundo. E eu disse naquela oportunidade, e aqui repito, a troca de mensagens não caracterizou o crime", disse. Relembre o caso A chacina de Pioz aconteceu em agosto de 2016, mas os corpos das vítimas só foram encontrados cerca de um mês depois, em 18 de setembro, na casa onde a família morava, na cidade de Pioz, na Espanha. Marcos Nogueira, Janaína Américo e os dois filhos do casal foram encontrados mortos na Espanha Reprodução/Facebook/Janaina Diniz Diniz Janaína Américo, Marcos Campos Nogueira e os dois filhos do casal, de 1 e 4 anos, foram encontrados mortos e esquartejados dentro da residência. O imóvel ficava a cerca de 60 quilômetros de Madri, em um povoado próximo a Guadalajara. Segundo as autoridades espanholas, os corpos estavam dentro de bolsas plásticas fechadas com fita adesiva. A polícia chegou ao local depois que um vizinho percebeu um odor vindo da casa. Patrick Nogueira Gouveia, sobrinho de Marcos, se entregou à polícia espanhola em 19 de outubro de 2016 e confessou os assassinatos. Em 2018, ele foi condenado pela Justiça da Espanha à prisão permanente revisável pela morte dos quatro familiares. As cinzas de Janaína, Marcos e dos dois filhos chegaram a João Pessoa em 10 de janeiro de 2017, quatro meses após os corpos terem sido encontrados. As vítimas foram enterradas na Paraíba. 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FONTE: https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2026/09/07/chacina-de-pioz-jovem-que-denunciou-troca-de-mensagens-entre-acusados-relembra-o-crime-que-deixou-familia-da-pb-morta-na-espanha.ghtml


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