Chuva atinge cidade de São Paulo e deixa Zona Leste em estado de atenção para alagamentos
29/01/2026
(Foto: Reprodução) Chuva na Zona Leste de São Paulo
Rodrigo Rodrigues
Uma chuva atinge São Paulo nesta quinta-feira (29) e deixou a Zona Leste em estado de atenção para alagamentos, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da prefeitura.
Segundo o órgão, áreas de chuva formadas pelo calor e a entrada da brisa marítima começaram a atuar de forma isolada na cidade.
Imagens do radar meteorológico do CGE da Prefeitura de São Paulo mostraram chuva moderada com pontos moderados na Zona Leste, principalmente nas subprefeituras de Vila Prudente, São Mateus e Mooca.
"As chuvas têm lento deslocamento, portanto, há potencial para formação de alagamentos e transbordamentos. As próximas horas seguem com tempo instável na cidade, com novas áreas de chuva atuando em outras regiões da cidade", afirmou o CGE.
Nesta quarta-feira (28), a chuva que atingiu a cidade de São Paulo provocou alagamentos e deixou carros ilhados pelo segundo dia consecutivo.
Em relação aos volumes de chuva, os maiores acumulados foram registrados na Zona Leste da capital, de acordo com dados do CGE e da rede telemétrica do Alto Tietê.
Pelas estações meteorológicas automáticas do CGE, os principais índices ocorreram em Itaim Paulista – Vila Curuçá (30,2 mm) e São Miguel Paulista – Vila Jacuí (29,6 mm), ambos na Zona Leste, seguidos por Parelheiros – Rodoanel (22,6 mm), na Zona Sul.
Chuva deixa ruas alagadas na Zona Leste de SP
Já os dados da rede telemétrica do Alto Tietê apontaram volumes ainda mais elevados, todos em pontos da zona leste, com destaque para o Córrego Itaim, na Avenida Marechal Tito (69,6 mm), o Córrego Tijuco Preto, também na Avenida Marechal Tito (63,8 mm) e o Rio Tietê, no Jardim Romano (60,6 mm).
Outros registros expressivos foram observados nos núcleos Jardim Helena (49,0 mm) e Itaim Biacic (47,6 mm).
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Reprodução/TV Globo
Alagamentos na capital paulista
Um levantamento exclusivo da TV Globo, com dados municipais, mostra que os alagamentos e as inundações causados pelas chuvas estão cada vez mais frequente na capital.
Oficialmente, a prefeitura faz uma separação entre o que é alagamento e o que é inundação. Alagamento é o acúmulo de água da chuva nas ruas, principalmente em locais mais baixos, por falta de drenagem ou escoamento.
Já a inundação é quando o excesso de chuva faz um rio ou córrego transbordar, e a água cobre as áreas do entorno.
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Coisas diferentes, mas com algo em comum: as duas cresceram no ano passado na cidade de São Paulo. Foi registrada uma alta de 31% no caso dos alagamentos e de 61% nas inundações na comparação com os registros de 2024.
Para o professor Anderson Kazuo Nakano, da Universidade Federal de São Paulo, a cidade precisa investir em alternativas para reter a água da chuva.
“Sair dessa lógica e dessa solução única dos piscinões, pensar diferentes tipos de lagoas e formas de retenção de águas da chuva nos rios, nos córregos, em pontos mais altos da cidade, para evitar que seja lançado uma grande quantidade de água nas ruas, nas avenidas, principalmente ladeiras, que provocam essas enxurradas. É com grande força, com grande energia, que arrasta os carros e mata as pessoas.”
Só nesse começo de verão, pelo menos quatro pessoas já morreram na região metropolitana em decorrência desses acúmulos de água.
No último domingo (25), o funcionário público aposentado Romeu Maccione Neto, 75 anos, morreu afogado em uma enchente na rua onde morava, na Vila Guilherme, na Zona Norte de São Paulo.