Coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, Rogério Marinho critica decisão de Moraes
13/07/2026
(Foto: Reprodução) Flavio Bolsonaro
REUTERS via BBC
Coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, o senador Rogério Marinho (PL-RN), criticou nesta segunda-feira (13) a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu Flávio de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em nota, Marinho classificou a medida como "autoritária" e "desproporcional" e afirmou que a decisão tenta tornar Jair Bolsonaro "incomunicável". Segundo Marinho, a proibição representa uma "interferência no jogo político" e reforça a percepção de perseguição ao ex-presidente e à oposição.
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O parlamentar também comparou a situação de Bolsonaro à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), quando esteve preso entre 2018 e 2019. Marinho afirmou que Lula recebeu visitas, manteve interlocução política com aliados, divulgou cartas públicas e concedeu entrevistas durante o período em que esteve preso.
Na nota, o líder da oposição disse que não busca "privilégios", mas "igualdade perante a lei". Segundo ele, impedir o contato entre pai e filho após a divulgação de uma carta escrita por Bolsonaro configura uma tentativa de silenciamento e representa uma prática "própria de regimes autoritários".
Em outra nota, o advogado da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, Tracy Reinaldet, afirmou que a decisão é "ilegal e inconstitucional". Segundo ele, a medida desrespeita a Lei de Execução Penal ao impedir que Jair Bolsonaro receba visitas de familiares e mantenha comunicação com o mundo exterior. O advogado também argumenta que Flávio é advogado do ex-presidente, então, a proibição viola o direito de comunicação entre defensor e cliente previsto no Estatuto da Advocacia. A defesa informou que pretende adotar medidas judiciais para reverter a decisão.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes decidiu suspender, durante 90 dias, as visitas do senador Flávio ao ex-presidente, pai dele, que cumpre prisão domiciliar.
Moraes considerou que a leitura, por Flávio Bolsonaro, de uma carta do pai durante uma transmissão em uma rede social no sábado (11) desrespeitou a decisão que proibiu o ex-presidente de utilizar redes sociais "diretamente ou por intermédio de terceiros" e que a divulgação do vídeo caracterizou desvio de finalidade do direito de visita.
Com a decisão, Flávio e Bolsonaro não poderão se ver até meados de outubro, após a realização do primeiro turno das eleições 2026, marcado para o dia 4. Considerando a data da decisão, a proibição vale até o dia 11 de outubro.
Além disso, Moraes determinou um prazo de 48 horas para que a defesa de Bolsonaro esclareça se ele tinha ciência de que a carta seria divulgada nas redes sociais.