Delegado chefe é exonerado do cargo um mês após caso de estupro de detenta em delegacia de MT

  • 13/03/2026
(Foto: Reprodução)
Investigador foi preso suspeito de estuprar mulher em delegacia de Sorriso O delegado chefe da Polícia Civil de Sorriso (MT) Bruno França foi exonerado do cargo nessa quinta-feira (12). A partir de agora, a delegada Layssa Crisostómo assume a chefia, enquanto Bruno permanece na unidade. A decisão foi assinada pelo governador Mauro Mendes (União) e publicada no Diário Oficial do estado. Bruno permanece como delegado na unidade, mas sem função de chefe. A Polícia Civil explicou que se trata de uma troca de titularidade por questões administrativas e o documento no Diário não cita o motivo da exoneração. Contudo, a medida acontece um mês após uma detenta relatar que havia sido estuprada dentro da delegacia da cidade. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MT no WhatsApp Além disso, a Corregedoria-Geral e o Ministério Público investigam o furto de um celular funcional da unidade que teve as mensagens vazadas ao qual o g1 teve acesso, e que sugeriam abusos sexuais a outras detentas e possíveis torturas a investigados. No dia 6 de fevereiro, o investigador Manoel Batista da Silva, de 52 anos, foi indiciado pelos crimes de estupro e abuso de autoridade após a conclusão do inquérito que apurou a violência sexual cometida contra essa detenta. Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu enquanto a vítima estava presa na unidade, após o cumprimento de um mandado de prisão temporária relacionado a um homicídio. A denúncia chegou à delegacia na primeira quinzena de dezembro de 2025, por meio de requisição do Ministério Público. O laudo confirmou a compatibilidade genética de Manoel, o que levou a delegacia a pedir a prisão preventiva dele, além de mandados de busca e apreensão e a quebra do sigilo de dados telefônicos. Após passar por audiência de custódia, Manoel foi encaminhado à Cadeia Pública de Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá, onde permanece preso. Delegacia de Polícia de Sorriso Polícia Civil de Mato Grosso Estupro na delegacia A detenta denunciou que foi estuprada cerca de quatro vezes pelo investigador em dezembro do ano passado. Na época, ela estava detida após ser apontada por participação no crime, no entanto, foi solta depois por falta de provas. Em seguida, relatou o caso ao advogado e, depois, procurou o Ministério Público para formalizar a denúncia. Ainda de acordo com a declaração da defesa, o investigador retirava a mulher da cela e a levava para uma sala vazia. Nas quatro ocasiões, segundo o advogado, o abusador ordenou que a vítima ficasse em silêncio, sob a ameaça de matar a filha dela, que é menor de idade. A delegada responsável pelo caso e agora chefe da unidade, Layssa Crisóstomo, informou que outras presas foram ouvidas, mas, até a publicação desta reportagem, não houve novas denúncias contra o policial. Mensagens A delegacia é a mesma que teve mensagens vazadas de um suposto grupo de WhatsApp mantido pelos policiais. Após a repercussão do caso, a Corregedoria-Geral da Polícia Civil enviou uma equipe ao local para investigar a conduta dos agentes. A medida buscou reforçar e dar mais agilidade às apurações que já são realizadas pela delegacia, segundo a Polícia Civil. O Ministério Público do estado (MP-MT) também abriu procedimento.

FONTE: https://g1.globo.com/mt/mato-grosso/noticia/2026/03/13/delegado-chefe-e-exonerado-do-cargo-um-mes-apos-caso-de-estupro-de-detenta-em-delegacia-de-mt.ghtml


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