Edilson Damião reavalia candidatura ao governo de Roraima e mira Senado ou Câmara Federal
09/07/2026
(Foto: Reprodução) Edilson Damião (União Brasil) governou Roraima por 34 dias; ele foi cassado por crime eleitoral e perdeu o mandato
Ale-RR/Reprodução/Arquivo
O ex-governador cassado Edilson Damião (União Brasil) disse que reavalia a candidatura ao governo de Roraima nas eleições de outubro. Em entrevista ao g1 nessa quarta-feira (8), ele afirmou que considera disputar uma vaga no Senado ou na Câmara dos Deputados.
Enquanto ainda não define qual cargo disputará, Damião afirmou que a mudança de estratégia tem como objetivo ampliar as chances de o União Brasil eleger o maior número possível de representantes. Ele havia anunciado a pré-candidatura ao governo em outubro do ano passado, quando ainda era vice de Antonio Denarium (Republicanos).
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Contexto: Damião era vice de Denarium (Republicanos) e chegou a assumir o comando do estado em março. Mas, em abril, os dois foram condenados por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022 peloTribunal Superior Eleitoral (TSE). Com a decisão, Damião foi cassado e saiu do cargo, e Denarium foi declarado inelegível.
"A ideia é sair vencedor. [União Brasil] É o partido que fez o maior número de parlamentares, seja Senado, Governo, Deputados Federais e Estaduais. Na verdade, a gente está estudando as opções, a possibilidade de eu vir ou não o Senado é uma situação que a gente está conversando, ou então realmente até vir ao governo", disse.
Nas redes sociais, antes parceiros políticos, Damião e Denarium quase não aparecem juntos - o último post deles no Instagram foi em maio deste ano. Porém, Damião nega que exista um rompimento ou falta de apoio político por parte de Denarium.
"Tenho uma amizade grande com o Denarium. Converso com ele todos os dias e a gente não teve nenhum tipo de rompimento. Sobre as eleições de outubro, não conversei com ele sobre isso", afirmou.
Histórico político de Damião com Denarium
Damião foi vice-governador de Denarium nas eleições de 2022. Ainda durante a gestão dos dois, em dezembro de 2025, Denarium disse que sairia do cargo para concorrer ao Senado, enquanto o colega sairia ao governo.
Denarium renunciou em março deste ano e repassou o cargo a Damião, que fez a menor gestão na história do estado.
Em 34 dias de governo Damião, o TSE cassou a chapa por abuso de poder político, determinou realização de eleição suplementar. Damião disse que optou por não disputar devido ao prazo de desincompatibilização que ele não teria até o dia 21 de junho, quando ocorreu o pleito.
Na eleição suplementar, Denarium apoiou o ex-prefeito de Boa Vista, Arthur Henrique (PL). Ele foi o mais bem votado, mas a eleição ainda não foi decidida pelo TSE. Damião não apoiou ninguém.
Atualmente, Denarium tem apoiado a pré-candidatura da cunhada Tânia Soares ao Senado. Antes de ser considerado inelegível pelo TSE, o objetivo era ele próprio pleitear a vaga no Senado, enquanto Damião seria candidato ao governo.
Apoio de colegas de partido
Independe da declaração de apoio político de Denarium, Damião menciona que os candidatos da legenda teriam a obrigação de apoiar o nome indicado pelo partido. No caso dele, seja para o governo, o Senado ou a Câmara Federal.
"Se for para o governo, boa parte de todos os deputados da federação [base de apoio entre os partidos] vão ter que me apoiar. Os prefeitos a gente tem uma relação muito boa. Nós, Republicanos, a gente tem uma relação muito boa com os prefeitos, e no Progressistas também, que são sete prefeitos, a gente tem uma relação muito boa", pontuou.
Os rumos das candidaturas para os cargos ainda deve ser definido pelo partido. De acordo com o calendário do TSE, os partidos têm até o dia 5 de agosto para promover as convenções e escolher os candidatos das eleições de 2026.
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