Emissão de CAF garante acesso ao crédito rural para extrativistas de castanha-do-pará em Almeirim

  • 30/01/2026
(Foto: Reprodução)
Agricultores comemoram conquista do CAF Divulgação Em Almeirim, oeste do Pará, 45 famílias de extrativistas do Projeto Estadual de Assentamento Agroextrativista (PEAX) Floresta Viva, estão recebendo atendimento da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater) para emissão do Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF). ✅ Clique aqui e siga o canal g1 Santarém e Região no WhatsApp A regularização documental é o passo fundamental para que os produtores acessem linhas de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com contratos que podem ultrapassar R$ 50 mil, permitindo o financiamento próprio da safra e a superação do histórico sistema de "aviamento" na região. Os Cadastros Nacionais da Agricultura Familiar (CAFs) nas comunidades Repartimento dos Pilões e Vila Nova habilitam para contratos individuais de até mais de R$ 50 mil, das linhas A e Floresta do Pronaf, ante agentes financeiros como Banco da Amazônia (Basa), Banco do Brasil (BB) e Banco do Estado do Pará (Banpará). Com os recursos da política pública, os extrativistas podem diminuir a dependência de atravessadores, com os quais mantém negociação desvantajosa, historicamente, no modelo de “aviamento”: sem renda de custeio, os extrativistas aceitam pagamento antecipado do produto, a fim de cobrir despesas operacionais, o que afeta de forma significativa a margem de lucro. “A dinâmica de trabalho é a seguinte: existem as áreas gerais, que chamamos de ‘castanhais de avanço’, porque ficam próximas das vilas, e existem os lotes familiares, pra dentro da mata: a caminhada é de três horas em trilha. Pra acampar por 15 dias, às vezes um mês direito, é preciso ‘rancho’ [estoque de alimentação], por exemplo, então são gastos prévios. Com o crédito rural, o extrativista tem a oportunidade de patrocinar por si próprio e melhorar seu escopo de comercialização, além de aplicar na limpeza do lugar de coleta e no escoamento”, explicou o chefe do escritório local da Emater em Almeirim, o técnico em agropecuária Elinaldo Silva. Outras atividades com potencial de reestruturação e expansão em Almeirim são o cultivo de açaí e de cacau. “O resultado vem com a somatória de esforços. A prefeitura incrementou nossa equipe com a cessão de um técnico em agropecuária, Cleiton Silva, por um termo de cooperação técnica. A Emater, junto com a prefeitura, acompanha todas as etapas das cadeias produtivas, em um aspecto socioeconômico e cultural, e no respeito ao protagonismo das organizações sociais dos próprios assentados. Também estamos consolidando mais aproximação com o Ideflor [Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade]”, disse Elinaldo Silva. Floresta viva Para a presidente da Asmipps, Dilva Maria Araújo, de 50 anos, a atuação da Emater é importante e os agricultores estão felizes com a presença da Ater (Assistência Técnica e Extensão Rural). Além disso, o CAF abre o acesso às políticas públicas e fortalece dignidade, trabalho, renda. A intensificação do atendimento da Emater no Floresta Viva é um avanço do incentivo do governo do Pará ao território, cuja titulação coletiva do Instituto de Terras do Pará (Iterpa) foi entregue pelo governador Helder Barbalho à Associação dos Mini e Pequenos Produtores Rurais Extrativistas da Comunidade do Repartimento dos Pilões (Asmipps) durante a programação oficial da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em novembro de 2025, na capital Belém. Agricultores de Almeirim recebem atendimento para expedição do CAF Divulgação "Nosso objetivo é inspirar as novas gerações, agregar valor aos produtos da floresta, consagrar a biodiversidade e continuar o reconhecimento da nossa integração ser humano-natureza”, apontou a liderança, indicando a instalação de um viveiro comunitário, para multiplicação de mudas, como uma das metas imediatas de movimentação integrada de governo e Associação. Com o CAF, as famílias ainda podem se tornar beneficiárias do Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR), o Minha Casa Minha Vida Rural (MCMVR), por meio da Caixa Econômica Federal (CEF), e participar de mercados institucionais, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), via Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e Ministério da Educação (MEC), em respectivo, com o apoio da prefeitura. VÍDEOS: Mais vistos do g1 Santarém e Região

FONTE: https://g1.globo.com/pa/santarem-regiao/noticia/2026/01/30/emissao-de-caf-garante-acesso-ao-credito-rural-para-extrativistas-de-castanha-do-para-em-almeirim.ghtml


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