Equipe de Lula vê plano de Marco Rubio para impedir reeleição após vídeo dos EUA sobre domínio nas Américas
12/08/2026
(Foto: Reprodução) A equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avalia que nunca ficou tão clara a intenção do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, de enfraquecer politicamente o petista e dificultar seu projeto de reeleição.
A avaliação ganhou força após a divulgação, pelo Departamento de Estado americano, de um vídeo que resgata a Doutrina Monroe, política formulada no século XIX segundo a qual os Estados Unidos deveriam exercer influência predominante sobre o continente americano e impedir interferências externas na região.
Segundo assessores presidenciais, o material reflete a visão da ala ideológica do governo de Donald Trump, liderada por Rubio.
Nos bastidores, integrantes do governo brasileiro chegam a comparar esse grupo aos personagens do desenho animado Os Pinguins de Madagascar, em referência ao que consideram uma condução improvisada e excessivamente ideológica da política externa americana.
EUA publicam vídeo sobre doutrina e falam em domínio sobre as Américas
Na interpretação desses auxiliares de Lula, o vídeo explicita uma estratégia de reafirmação da influência dos Estados Unidos na América Latina, tendo a China como principal adversário geopolítico na região. Eles afirmam que o objetivo seria transformar a América do Sul em uma área de influência direta de Washington.
Ainda segundo esses interlocutores, o Brasil ocupa posição central nessa disputa por ser o maior país da região e por ser governado atualmente por um presidente de esquerda.
O vídeo apresenta episódios históricos associados à Doutrina Monroe e menciona ações recentes dos Estados Unidos na região. Para integrantes do governo brasileiro, a publicação reforça a disposição do governo Trump de apoiar forças políticas alinhadas à direita latino-americana.
Assessores de Lula citam, nesse contexto, a proximidade entre aliados da família Bolsonaro e Marco Rubio. Na avaliação deles, a pressão exercida por Washington sobre o governo brasileiro faz parte de uma estratégia mais ampla de fortalecimento de lideranças conservadoras na América Latina.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, em montagem.
Reuters