Europa tem os meses de junho e julho mais quentes já registrados, diz estudo
10/08/2026
(Foto: Reprodução) Europa tem os meses de junho e julho mais quentes já registrados
Pesquisadores anunciaram que a Europa teve os meses de junho e julho mais quentes já registrados.
A colheita da uva, na Espanha, já não é mais como antigamente. As temperaturas mais altas levaram os agricultores a trocarem o dia pela noite e anteciparem - em semanas - o calendário da safra.
“Agora, começamos às 3h e paramos às 11h”, contou um produtor catalão. “Tivemos questões médicas, com sol forte batendo até 45ºC".
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O Observatório Climático da União Europeia, o Copernicus, publicou um estudo revelando que o mês passado foi o segundo julho mais quente da história - atrás apenas da média registrada no ano de 2023. Na região da Europa Ocidental, que inclui França, Espanha e Reino Unido, foram os meses de junho e julho mais quentes já registrados.
Essas condições climáticas - com tempo seco e períodos prolongados de calor - impulsionaram os incêndios florestais. A temperatura média do continente, nesse período, ficou 2,79ºC acima dos níveis pré-industriais - período anterior ao uso em larga escala de combustíveis fósseis, como carvão e petróleo.
Europa tem os meses de junho e julho mais quentes já registrados, diz estudo
Jornal Nacional/ Reprodução
Os europeus se preparam para mais uma onda de calor. Vai ser a quinta desde o início dessa temporada mais quente que começou em maio. No Reino Unido, as autoridades emitiram alerta para algumas regiões, que já sofrem bastante com o tempo seco. E na França, os termômetros devem se alcançar os 40ºC.
O Copernicus afirma ainda que temperatura média na superfície dos oceanos atingiu um novo recorde. Chegou a 20,96ºC em julho - superando o recorde anterior de 2023. Segundo os cientistas, esse cenário é também consequência do El Nino - fenômeno que causa um aquecimento das águas do Oceano Pacífico.
O Reino Unido se prepara para o clima extremo. Tem usado drones com câmeras térmicas para mapear as regiões com alto risco de inundações e incêndios florestais. Já no sul da Espanha - preocupados com a onda de calor -, os brigadistas passam por mais treinamentos.
“Estamos enfrentando situações que nunca vimos antes”, disse o coordenador dos bombeiros.