Fim do Orelhão: casal junto há mais de 20 anos relembra uso de cartões telefônicos: 'usava até cair a ligação'
24/01/2026
(Foto: Reprodução) Fim do Orelhão: casal junto há mais de 20 anos relembra uso de cartões telefônicos
Com o anúncio de que os orelhões serão retirados das ruas de todo o Brasil a partir deste mês de janeiro, o gaúcho Alex e a piauiense Nilce, casados há 23 anos, relembraram o início do relacionamento à distância, quando usavam cartões telefônicos para conversar.
"Tinha que comprar o cartãozinho, com as unidades, ficar contando e ficava 'olha, tá acabando, tá acabando, tchau, beijo, beijo, te amo... vixe, acabou'. A gente usava até cair a ligação", relembrou administrador.
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"Quando caía, aí ficava só a saudade e a vontade de ouvir de novo", contou o casal.
Nilce contou que eles não se falavam todos os dias. "Nem sempre estávamos com o cartãozinho à disposição. [Quando ia] a gente ia na hora marcada para conversar como foi o período, os dias, os acontecimentos, era um momento de história", disse.
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Fim do Orelhão: casal junto há mais de 20 anos relembra uso de cartões telefônicos
Reprodução/TV Clube
Os cartões telefônicos começaram a ser usados no início da década de 1990, principalmente a partir de 1992, quando a então Telebras passou a implantar o sistema de cartões magnéticos nos orelhões. Eles se popularizaram rapidamente ao longo dos anos 1990 e marcaram uma geração.
Os cartões telefônicos começaram a ser usados no início dos anos 1990, principalmente a partir de 1992, quando a então Telebras implantou o sistema de cartões magnéticos nos orelhões. Eles se popularizaram rapidamente e marcaram uma geração.
Os cartões traziam ilustrações, fotos, campanhas educativas, datas comemorativas, pontos turísticos e personagens, o que fez deles objetos de interesse além das ligações. Algumas séries eram lançadas em tiragens limitadas, o que aumentava o valor entre colecionadores.
Um exemplo é o do representante comercial Ney Armstrong, que mantém até hoje um acervo com mais de 150 cartões. “Outros colegas começaram a colecionar junto comigo e a gente chegava a trocar os repetidos e íamos montando as coleções”, disse.
Antes dos cartões telefônicos, os orelhões funcionavam com fichas metálicas que lembravam moedas e eram vendidas em bares, bancas e pequenos comércios. A dona de casa Alda Alves também lembra dessa época.
"Eu sou do interior, a minha cidade é Caldeirão Grande do Piauí, e lá a gente usava orelhão, eu ligava. Vim estudar aqui [em Teresina] muito cedo e ligava para falar com a minha mãe, com meu pai", contou.
"A gente ficava na fila esperando as pessoas terminarem de falar, a ficha acabava e não dava tempo de terminar a conversa. Isso são lembranças boas”, completou.
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