Início da invasão da Ucrânia pela Rússia completa 4 anos
24/02/2026
(Foto: Reprodução) Ucrânia homenageia mortos em quatro anos de guerra
A Ucrânia lembrou nesta terça-feira (24) os quatro anos do início da invasão pela Rússia.
Volodymyr Zelensky recebeu os líderes europeus, aliados de guerra, em uma cerimônia em Kiev. Um memorial improvisado sobre a neve, bandeiras, flores, e o silêncio - que marca as incertezas sobre o futuro. Em um cemitério da periferia, é o choro solitário de uma mãe que revela a sensação de muitos ucranianos.
“Parece que isso vai durar para sempre. Os russos não vão parar”, ela desabafa.
O filho dela é um dos mortos desse conflito, que é o mais mortal na Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Do lado ucraniano, foram mais de 140 mil mortes, segundo o Centro de Estudos Estratégicos, baseado em Washington, nos Estados Unidos. Do lado russo, foram mais de 325 mil. Já os dados oficiais trazem números mais baixos.
O presidente da Ucrânia declarou que o russo Vladimir Putin não conseguiu atingir seus objetivos e pediu aos líderes europeus mais armas:
“Precisamos de paz, mas também temos que estar preparados para os desafios que vem da Rússia".
Início da invasão da Ucrânia pela Rússia completa 4 anos
Jornal Nacional/ Reprodução
O primeiro-ministro da Alemanha pediu mais união na defesa do continente:
“O destino da Ucrânia é também o nosso”, declarou Friederich Merz.
A Rússia controla um quinto do território da Ucrânia, e os governos europeus temem que, mais tarde, Putin possa continuar o projeto expansionista.
A Ucrânia exige que os europeus participem mais ativamente nas negociações de paz – que, atualmente, têm os Estados Unidos como o único mediador. Já o Kremlin – que ainda insiste em chamar a guerra de “operação especial” – confirmou nesta terça-feira (24) que os objetivos do país ainda não foram totalmente alcançados.
O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta terça-feira (24) que os ucranianos é que estão sabotando as negociações de paz. Os dois lados relatam que já conseguiram avanços. Mas uma questão continua central.
“O grande empecilho segue sendo a soberania dos cinco territórios que a Rússia anexou ilegalmente. Então, a Ucrânia não pode, pelo seu arcabouço estrutural, pela sua Constituição, ceder esses territórios”, diz Fabricio Vitorino, especialista em Relações Internacionais.
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