José Dirceu é diagnosticado com linfoma, diz hospital
15/05/2026
(Foto: Reprodução) José Dirceu (PT), em visita a Campinas (SP) em 21 de março de 2026
g1
O ex-ministro da Casa Civil José Dirceu (PT) foi diagnosticado com um linfoma, segundo informou boletim médico divulgado pelo Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, nesta sexta-feira (15).
Dirceu foi internado no Sírio, no dia 10 de maio, para a realização de exames gerais, que revelaram o diagnóstico de linfoma.
Segundo o hospital, ele se encontra em boas condições clínicas e permanecerá internado para iniciar o tratamento específico.
➡️ Os linfomas são um tipo de câncer do sistema linfático — uma rede de vasos e gânglios que integra o sistema imunológico e tem conexão com o sistema circulatório (leia mais abaixo).
Em março, Dirceu anunciou, em visita a Campinas (SP), a candidatura a deputado federal para as eleições deste ano. O petista não disputa uma eleição há 24 anos.
Segundo ele, o retorno às urnas busca aumentar a bancada paulista do partido no Congresso e dar palanque a Lula no estado. "Nosso papel é fazer uma campanha em São Paulo, porque aqui o Lula ganhou a eleição de 2022, quando ele tirou 4 milhões de votos do Bolsonaro. Então nós queremos tirar 5, 6 do Flávio".
"E queremos disputar o governo com o Tarcísio. Acho que é muito importante o PT disputar esse governo de São Paulo com uma proposta para enfrentar o Tarcísio para valer", disse o político, que completou 80 anos na última segunda-feira (16).
Em 2002, José Dirceu foi eleito para o mesmo cargo que disputará em outubro. Naquele ano, somou 556.563 votos e foi o segundo candidato mais votado para o cargo. Depois, deixou a Câmara Federal para assumir a Casa Civil de Lula, mas saiu em junho de 2005 em meio ao mensalão, um esquema ilícito de arrecadação de recursos para pagar parlamentares.
Ao voltar ao Congresso, José Dirceu teve o mandato cassado em dezembro de 2005 e, em 2012, chegou a ser condenado pelo mensalão, cumprindo a pena. Em 2016, o Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu perdão de pena ao petista.
O que é linfoma
Existem três grupos principais de câncer de sangue: leucemias, mielomas e linfomas.
Enquanto as leucemias afetam a medula óssea, que produz as células do sangue, os linfomas afetam o sistema linfático - uma rede de pequenos vasos e gânglios que é parte tanto do sistema imunológico quanto do sistema circulatório, como explica o hospital oncológico A. C. Camargo.
Os linfomas são divididos em dois tipos principais: linfoma de Hodgkin e linfoma não-Hodgkin (LNH).
O nome deriva da descoberta feita em 1832 pelo patologista britânico Thomas Hodgkin (1798-1866) após analisar várias pessoas com sintomas de câncer que afetavam os gânglios linfáticos.
Esse tipo de câncer foi inicialmente chamado de "doença de Hodgkin", mas no final do século 20 foi rebatizado de "linfoma de Hodgkin".
Conforme explica a Associação de Leucemia e Linfoma dos Estados Unidos, essa mudança foi feita porque pesquisas posteriores revelaram que a doença é consequência de uma lesão no DNA de um linfócito, um tipo de glóbulo branco responsável por nos defender de infecções.
A mutação no linfócito o transforma em uma célula de linfoma, capaz de se reproduzir indiscriminadamente. Essas células aglutinam-se e formam massas de células, que são tumores, e muitas vezes aglomeram-se nos gânglios linfáticos.
"Se o corpo fosse uma casa, a leucemia seria um problema que afeta a casa toda, enquanto o linfoma seria um problema que afeta os quartos. Ou seja, ele costuma se concentrar em certas partes do corpo, nos gânglios linfáticos", diz a médica Carla Casulo, diretora da área de linfoma do Instituto Wilmot de Câncer da Universidade de Rochester, nos Estados Unidos.
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