Macapá está entre as cinco capitais com pior qualidade de vida; Amapá aparece nos últimos lugares em indicadores ambientais
20/05/2026
(Foto: Reprodução) Vista aérea de Macapá
Arquivo PMM
Um levantamento divulgado nesta quarta-feira (20) pelo Instituto Imazon, em parceria com outras organizações, aponta que Macapá está entre as capitais com pior qualidade de vida no Brasil em 2026. A cidade registrou 59,65 pontos no Índice de Progresso Social (IPS), ficando à frente apenas de Porto Velho (RO), que marcou 58,59.
No ranking estadual, o Amapá também aparece entre os piores desempenhos, com 58,10 pontos, reforçando as desigualdades históricas da região Norte. O estudo mostra que 19 das 20 cidades com menor qualidade de vida estão no Norte e Nordeste, evidenciando a concentração dos problemas sociais nessas regiões.
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Diferente do PIB, que mede apenas riqueza, o IPS busca mostrar se a população consegue acessar direitos, serviços e condições básicas de vida.
"O IPS é um índice que surge de um entendimento de que desenvolvimento econômico, por si só, não corresponde necessariamente a desenvolvimento social", afirma ao g1 Melissa Wilm, coordenadora do IPS Brasil.
O resultado evidencia os desafios enfrentados pela capital amapaense em áreas como saúde, educação e segurança, que impactam diretamente a qualidade de vida da população.
Veja a relação das piores capitais, segundo o IPS:
Porto Velho (RO): 58,59
Macapá (AP): 59,65
Maceió (AL): 61,96
Salvador (BA): 62,18
Recife (AC): 63,22
Veja as notas por município do Amapá:
Amapá: 58,10
Calçoene: 50,41
Cutias: 57,38
Ferreira Gomes: 57,95
Itaubal: 57,93
Laranjal do Jari: 55,18
Macapá: 59,65
Mazagão: 53,13
Oiapoque: 49,72
Pedra Branca do Amapari: 54,25
Porto Grande: 51,86
Pracuúba: 52,26
Santana: 58,84
Serra do Navio: 59,41
Tartarugalzinho: 51,79
Vitória do Jari: 59,53
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Norte concentra os piores indicadores ambientais
O IPS 2026 também mostrou que os estados da região Norte concentram os piores resultados nos indicadores ambientais. Esse dado chama atenção porque contraria a percepção de que a Amazônia, por si só, garantiria melhor desempenho em conservação.
Segundo o relatório, os indicadores ambientais avaliados incluem desmatamento acumulado, emissões de gases de efeito estufa, focos de calor e supressão de vegetação.
Estados como Pará (55,80 pontos), Maranhão (57,59), Acre (58,03) e Amapá (58,10) aparecem entre os piores colocados.
O padrão vem se repetindo nas três edições já divulgadas do IPS, mostrando que não houve avanços significativos na gestão ambiental da região. Desta forma, a lista aparece assim:
Pontuações das Unidades da Federação no IPS Brasil 2026
Distrito Federal — 70,73
São Paulo — 67,96
Santa Catarina — 65,58
Paraná — 65,21
Minas Gerais — 64,66
Goiás — 64,52
Mato Grosso do Sul — 64,14
Espírito Santo — 63,61
Rio de Janeiro — 63,47
Rio Grande do Sul — 63,39
Paraíba — 62,39
Sergipe — 62,10
Rio Grande do Norte — 61,83
Mato Grosso — 61,38
Ceará — 61,22
Pernambuco — 60,58
Tocantins — 60,50
Piauí — 60,48
Roraima — 59,65
Amazonas — 59,34
Alagoas — 58,97
Bahia — 58,72
Rondônia — 58,60
Amapá — 58,10
Acre — 58,03
Maranhão — 57,59
Pará — 55,80
Como o índice é feito?
O Índice de Progresso Social (IPS) Brasil avalia a qualidade de vida nos 5.570 municípios do país a partir de 57 indicadores sociais e ambientais.
Os indicadores são divididos em três grandes dimensões:
Necessidades Humanas Básicas
Melhor média nacional: 74,58 pontos.
Avalia alimentação, saúde, moradia, saneamento e segurança.
O componente Moradia foi o destaque, com 87,95 pontos.
Fundamentos do Bem-Estar
Média: 68,81 pontos
Inclui educação, acesso à internet, saúde e qualidade ambiental;
O componente Acesso à Informação e Comunicação foi o que mais cresceu entre 2025 e 2026;
Estados da Amazônia Legal concentram os piores resultados em Qualidade do Meio Ambiente, devido a desmatamento, focos de calor e emissões de gases.
Oportunidades
Pior desempenho nacional: 46,82 pontos
Reúne indicadores de direitos individuais, inclusão social, liberdades pessoais e acesso ao ensino superior;
Os piores resultados foram em Direitos Individuais (39,14), Educação Superior (45,97) e Inclusão Social (47,22);
Inclusão Social vem caindo desde 2024, refletindo violência contra minorias, baixa representatividade política e aumento de famílias em situação de rua.
PF investiga desmatamento ilegal na Floresta Estadual do Amapá
Macapá
Gea/divulgação
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