Mãe, padrasto e fazendeiro são presos após criança ser baleada na cabeça e família alegar tiro acidental em Goiás

  • 21/09/2026
(Foto: Reprodução)
Criança leva tiro acidental na cabeça e carro da família capota a caminho do hospital em Palmeiras de Goiás Reprodução/TV Anhanguera A mãe e o padrasto do menino de 10 anos que foi baleado na cabeça por uma arma de pressão, em Palmeiras de Goiás, no oeste do estado, foram presos nesta segunda-feira (21). Além deles, o delegado André Veloso afirmou à TV Anhanguera que o fazendeiro, que vivia com a família, também foi preso. O g1 não conseguiu localizar as defesas dos suspeitos até a última atualização desta reportagem. A versão apresentada pela mãe do menino era de que ele teria atirado acidentalmente contra a própria cabeça. Mas, segundo o investigador do caso, foi descoberto que a criança foi atingida por três disparos, contrariando a versão inicial. De acordo com André, dois tiros acertaram a parte da frente da cabeça do menino, enquanto o terceiro disparo acertou na lateral e atravessou, atingindo o cérebro do menino. Sendo essa a lesão mais grave. O delegado também afirmou que o padrasto da criança disse à polícia que estava fora de casa, visitando uma fazenda vizinha por volta do meio-dia, não tendo presenciado quando o disparo aconteceu. No entanto, após uma investigação, os policiais descobriram que ele visitou o local em um horário muito próximo do tiro. "Essa fazenda vizinha, quando ele ia lá, ele avisava antes. Ele agendava. Essa foi a primeira vez que ele foi lá sem agendar. Ele chegou lá, passaram-se 10 minutos, ele recebeu um telefonema informando do suposto acidente. No ver da Polícia Civil, isso mais parece a tentativa de criar um alibi", disse André Veloso. Sobre o dono da fazenda que morava com o casal, André destacou que ele se considerava pai afetivo do padrasto do menino. André afirmou que, quando a Polícia Militar foi até a casa, ele impediu que os militares falassem com a mãe da criança, afirmando que ela estaria abalada. Segundo o delegado, as atitudes do fazendeiro ajudaram a polícia a convencer o poder judiciário de que ele poderia estar envolvido no crime ou tentando atrapalhar o curso das investigações. Histórico de agressões Ainda de acordo com André, vizinhos disseram à polícia que os familiares do menino tinham o costume de agredi-lo, principalmente com cintadas. "Eles se excediam nos meios de correção, principalmente com cintadas. Ficando marcas nos braços, no tronco da criança, nas pernas. Então era recorrente ele ser vítima de agressões como meio de correção", disse o delegado. Na data do disparo, eles relataram aos policiais que escutaram o menino gritar e dizer "mãe". Ao ser questionada, o delegado afirmou que a mãe disse que os gritos aconteceram após os disparos, mas os vizinhos relataram que foram até a casa no momento do tiro e viram a criança colapsado, sem condições de gritar. Reportagem em atualização.

FONTE: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2026/09/21/mae-padrasto-e-fazendeiro-sao-presos-apos-crianca-ser-baleada-na-cabeca-e-familia-alegar-tiro-acidental-em-goias.ghtml


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