Mamonas Assassinas: jaqueta encontrada sobre caixão tinha símbolo da banda e bandeira do Brasil; veja fotos
26/02/2026
(Foto: Reprodução) Mamonas Assassinas: veja imagens exclusivas da jaqueta encontrada intacta sobre caixão de Dinho durante exumação em SP
Acervo pessoal
Durante a exumação dos corpos dos integrantes dos Mamonas Assassinas, uma jaqueta usada pela equipe foi encontrada intacta sobre o caixão do cantor Dinho no Cemitério Primaveras, em Guarulhos, na Grande São Paulo. A TV Globo e o g1 obtiveram com exclusividade acesso às fotos da peça.
Os músicos Dinho, Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli morreram no dia 2 de março de 1996 em um acidente de avião na Serra da Cantareira, Zona Norte da capital paulista.
O CEO da marca Mamonas, Jorge Santana, explicou que a peça havia sido colocada sobre o caixão do vocalista no dia do enterro.
O que sabemos é que essa jaqueta foi jogada por uma pessoa da equipe dos Mamonas e não pela então namorada, a Valéria. Estava sobre o caixão, na parte de cima em uma gaveta, e encontramos ela intacta mesmo.
Segundo o pai de Dinho, Hildebrando Alves Leite, a família pretende encaminhar a jaqueta para o museu do Centro Universitário FIG-Unimesp, em Guarulhos.
A proposta é que a peça passe a integrar o acervo em exposição permanente, permitindo que visitantes e fãs tenham acesso ao item.
“A exumação é uma evolução e você tem que acompanhar. Antes não tinha essa tecnologia. E a evolução te faz aprender a viver os dias de hoje”, afirmou.
jaqueta encontrada em cima de caixão de Dinho
Arquivo Pessoal/Reprodução
Memorial
Trinta anos depois da tragédia, os corpos foram exumados para que as cinzas sejam depositadas em árvores nativas em um memorial ecológico que será aberto à visitação. Ainda não há data divulgada para inauguração.
A ideia das famílias é plantar cinco jacarandás, um para cada integrante, no espaço que será chamado de Jardim BioParque Memorial Mamonas. A escolha da árvore tem valor simbólico e ambiental. A ideia é que o local se torne um "memorial vivo", unindo natureza, tecnologia e memória.
“A ideia foi tirar da lógica de túmulo estático e transformar em um espaço de vida, encontro e homenagem permanente”, afirmou Jorge Santana.
Mamonas Assassinas - Morte (1996)
De acordo com ele, a proposta foi apresentada pelo grupo gestor do cemitério às famílias, que aprovaram de forma unânime pouco antes do anúncio público, feito nesta semana.
O espaço será instalado atrás dos túmulos originais, que serão mantidos como referência. Cada árvore terá identificação nominal e recursos digitais para que visitantes possam acompanhar o crescimento em tempo real, além de acessar conteúdos multimídia, como clipes, entrevistas e registros históricos da banda. Totens interativos também devem integrar o percurso.
Segundo Santana, a visitação será gratuita e cada família terá controle sobre o conteúdo disponibilizado no memorial, tanto no ambiente físico quanto nas plataformas digitais. A intenção é permitir atualizações e interações permanentes.
A família também estuda a criação de um museu dedicado ao grupo, com acervo de roupas e objetos pessoais, além de ampliar as ações do Instituto Mamonas Assassinas, que já desenvolve projetos sociais, como o Mamonas Futebol para Amputados e iniciativas voltadas ao autismo.
Segundo o pai de Dinho, Hildebrando, a proposta se assemelha com a personalidade do filho. Ele afirma que o cantor tinha forte ligação com a natureza e preocupação com o meio ambiente. “Ele sempre preservava o que via pela frente, recolhia o que estava no chão. Gostava muito da natureza”, disse.
Guarulhos, cidade natal da banda e segundo município mais populoso do estado de São Paulo, deve integrar o memorial à sua rota cultural. A expectativa da família é que o espaço se torne um ponto permanente de visitação e ajude a manter viva a história do grupo.
Documentário
Na próxima segunda, dia 2 de março, a TV Globo apresenta o documentário ‘Mamonas – Eu Te Ai Lóve Iú’, que relembra, com a graça e a ousadia típicas dos ‘Mamonas Assassinas’, como a banda alcançou um sucesso retumbante em tão pouco tempo e de forma tão marcante.
Na produção que será exibida no ‘Cine BBB’, dentro do ‘Big Brother Brasil, e no ‘Tela Quente’, a trajetória dos cinco jovens de Guarulhos é reconstruída por meio de imagens e depoimentos exclusivos de familiares e personalidades que tiveram suas vidas impactadas pela banda, um relato repleto de humor, emoção e nostalgia, trinta anos após sua despedida inesperada. O documentário tem depoimentos de nomes como Serginho Groisman, Cláudio Manoel e Tom Cavalcante.
‘Mamonas – Eu te Ai Lóve Iú’ é uma produção do Núcleo de Documentários dos Estúdios Globo. A obra tem direção de Fellipe Awi e roteiro de Renato Terra e Gabriel Tibaldo. A produção é de Anelise Franco, produção executiva de Fernanda Neves, direção artística de Monica Almeida. A direção do Núcleo de Documentários é de Pedro Bial.
Mamonas Assassinas
Reprodução/Instagram Mamonas Assassinas
Nota de esclarecimento sobre jaqueta encontrada durante exumação
Reprodução/Instagram
Capa do disco Utopia com dedicatória de Dinho
Fábio Tito/G1
Brasília amarela foi um dos símbolos da banda Mamonas Assassinas
Fábio Tito/G1
Banda Mamonas Assassinas, em foto tirada na década de 1990
Divulgação
Morte dos Mamonas Assassinas completa 25 anos