Médico da Unimed Teresina alerta para cuidados em crises convulsivas

  • 10/02/2026
(Foto: Reprodução)
Neurologista Franciluz Morais Bispo destaca que a convulsão é um sinal de que algo precisa ser investigado. Unimed Teresina Situações envolvendo convulsões costumam gerar medo e insegurança em quem presencia o episódio. Nesses momentos, a informação correta é fundamental para evitar riscos e prestar o auxílio adequado. Por isso, é fundamental compreender o que é uma convulsão, suas possíveis causas e, principalmente, como agir com segurança. O alerta é do neurologista Franciluz Morais Bispo (CRM 4088), médico cooperado da Unimed Teresina, que destaca que a convulsão é um sinal de que algo precisa ser investigado. Segundo o especialista, a convulsão ocorre a partir de uma descarga elétrica desorganizada no cérebro, que provoca manifestações motoras involuntárias e desordenadas. Durante a crise, a pessoa pode apresentar movimentos bruscos nos braços e nas pernas, torção da cabeça, desvio do olhar e, em alguns casos, interrupção momentânea da respiração. Quando a crise se prolonga, as consequências podem ser mais graves, o que reforça a necessidade de vigilância e cuidado. “Crises mais longas podem trazer consequências mais graves, sendo importante observar a duração e buscar ajuda quando necessário”, orienta. Entre as causas mais frequentes, a epilepsia é a principal, embora não seja a única. Trata-se de uma condição que pode ter múltiplas origens, como traumas cranianos, infecções do sistema nervoso central (a exemplo de meningite e encefalite), além de acidentes vasculares cerebrais, tanto isquêmicos quanto hemorrágicos. Há ainda causas genéticas, infecções como a neurocisticercose e situações que não caracterizam epilepsia, como crises provocadas por hipoglicemia prolongada em pessoas com diabete ou por hipóxia, quando há falta de oxigênio adequado no organismo. O consumo de álcool também pode estar diretamente associado à ocorrência de crises convulsivas, tanto em situações de intoxicação aguda quanto em contextos de uso abusivo e prolongado. Substâncias tóxicas, como o metanol, são capazes de provocar convulsões de forma imediata, assim como a ingestão excessiva de etanol, especialmente em excesso e em curto intervalo de tempo. “Episódios isolados de convulsão relacionados ao consumo de álcool não caracterizam, necessariamente, epilepsia. No entanto, quando as crises se tornam repetidas e associadas ao uso frequente ou abusivo da substância, o risco de danos neurológicos aumenta de forma significativa”, destaca o neurologista. Como agir com segurança e quando procurar ajuda médica Saber como agir ao presenciar uma convulsão é fundamental para proteger a pessoa em crise e evitar complicações adicionais. A primeira medida é manter a calma e garantir a segurança do ambiente, prevenindo quedas e impactos, principalmente na região da cabeça. Sempre que possível, deve-se afastar a pessoa de objetos que ofereçam risco, como móveis, superfícies cortantes, fogo ou desníveis, criando um espaço seguro ao redor. Outro cuidado essencial é posicionar a pessoa de lado, o que ajuda a manter as vias aéreas desobstruídas e reduz o risco de aspiração de saliva ou vômito, favorecendo a respiração durante e após a crise. “O posicionamento lateral é uma das medidas mais importantes, pois diminui o risco de sufocamento e outras complicações respiratórias”, orienta o neurologista Franciluz Morais Bispo. O especialista também faz um alerta enfático sobre condutas que ainda são comuns, mas totalmente inadequadas. Não se deve, em hipótese alguma, introduzir objetos ou as mãos na boca da pessoa em convulsão, nem tentar puxar a língua. Essas práticas não interrompem a crise e podem causar ferimentos graves, fraturas dentárias, cortes na boca e até lesões em quem tenta ajudar. “Tentar puxar a língua ou colocar objetos na boca pode provocar machucados sérios e agravar ainda mais a situação”, destaca o médico. A avaliação médica torna-se indispensável em determinadas circunstâncias. Toda primeira convulsão deve ser investigada por um profissional de saúde, sem exceção, para identificar a causa e definir a conduta adequada. Nos casos de pessoas que já possuem diagnóstico de epilepsia, a orientação é buscar atendimento quando as crises se tornam mais frequentes, ocorrem em sequência (sem recuperação completa entre elas) ou quando o episódio se prolonga por mais de cinco a dez minutos. “Convulsões repetidas, muito prolongadas ou fora do padrão habitual exigem atendimento imediato, pois podem representar maior risco ao paciente”, reforça o neurologista Franciluz Morais Bispo.

FONTE: https://g1.globo.com/pi/piaui/especial-publicitario/unimed-teresina/sos-unimed/noticia/2026/02/10/medico-da-unimed-teresina-alerta-para-cuidados-em-crises-convulsivas.ghtml


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