Município do AM tem taxa de bebês sem certidão 33 vezes maior que a média nacional, aponta IBGE
21/05/2026
(Foto: Reprodução) Registro civil: como tirar a certidão de nascimento
Arquivo g1
Barcelos, no interior do Amazonas, registrou a maior taxa de bebês sem certidão de nascimento do estado em 2024. Segundo dados divulgados na quarta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 29,7% dos nascidos vivos no município não foram registrados oficialmente. O índice é cerca de 33 vezes maior que a média nacional, que ficou em 1%.
O levantamento também mostra que o Amazonas teve taxa de sub-registro de nascimentos acima da média do país. No estado, o percentual estimado chegou a 4,4%, enquanto a Região Norte registrou 3,5%.
O sub-registro, também chamado de subnotificação, ocorre quando nascimentos e óbitos não são registrados oficialmente nos cartórios e, por isso, deixam de entrar nas estatísticas vitais do país.
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Depois de Barcelos, os municípios amazonenses com maiores taxas de sub-registro de nascidos vivos foram Santa Isabel do Rio Negro (16,9%), Manacapuru (14,8%), Itapiranga (13,4%), Atalaia do Norte (13,2%) e Maraã (13%).
Sub-registro de bebês atinge menor nível desde 2015 no país
Segundo o IBGE, municípios do interior e de áreas mais isoladas ainda enfrentam dificuldades para realizar o registro de nascimentos dentro do prazo.
Os dados foram reunidos a partir do cruzamento de informações dos cartórios de Registro Civil com os sistemas do Ministério da Saúde, como o Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM).
Barcelos também lidera sub-registro de óbitos
O levantamento mostra ainda que Barcelos teve o maior índice de sub-registro de óbitos do Amazonas em 2024. O município registrou taxa estimada de 50,2%.
Veja os municípios com maiores índices:
Barcelos — 50,2%;
Japurá — 50,1%;
Manacapuru — 44,5%;
Tonantins — 43,2%;
Uarini — 43,0%.
De acordo com o IBGE, os maiores índices de sub-registro de óbitos foram registrados em municípios do interior, especialmente em regiões remotas e com maior dificuldade de acesso aos serviços públicos.
Mães com menos de 15 anos tiveram maior índice
Os maiores percentuais de sub-registro de nascimentos no Amazonas foram registrados entre mães com menos de 15 anos. Na faixa etária, o índice chegou a 14,6%, o maior entre todos os grupos analisados.
Entre adolescentes de 15 a 19 anos, a taxa ficou em 6,9%, também acima da média estadual. Segundo o IBGE, os percentuais tendem a cair conforme aumenta a idade das mães.
Além dos dados do IBGE, o Ministério da Saúde apontou que a subnotificação de nascimentos no Amazonas foi de 0,6% em 2024, percentual acima da média nacional, de 0,4%.
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