'Não sabemos se vamos ficar aqui 2 ou 10 dias', diz brasileiro em cruzeiro parado em meio à guerra no Oriente Médio

  • 02/03/2026
(Foto: Reprodução)
Capixabas em Dubai relatam tensão e explosões após ataques no Oriente Médio O grupo de brasileiros que está em um cruzeiro parado no porto de Dubai, nos Emirados Árabes, continua, nesta segunda-feira (2), sem previsão de voltar para o Espírito Santo. O empresário José Carlos Bergamin contou que não está com medo dos ataques, mas está inseguro sobre quando conseguirá sair do país. “O que nós temos é a insegurança de quando é que isso vai ser resolvido. Não sabemos se ficamos aqui dois ou dez dias”, afirmou. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp O empresário, que também é vice-presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Espírito Santo (Fecomércio-ES), contou que, apesar do clima de tensão nas primeiras horas após a suspensão do trajeto, a rotina dentro do navio tem sido mantida. "O navio mantém todo o serviço funcionando. Tem alimentação normal, os restaurantes estão abertos, os músicos continuam tocando, as áreas comuns funcionando. Eles tentam trazer uma ideia de normalidade para as quase cinco mil pessoas que estão a bordo", relatou. Segundo Bergamin, a orientação da companhia é para que os passageiros permaneçam no navio, seguindo também as recomendações das autoridades locais para evitar circulação desnecessária pela cidade. "A recomendação é não sair, não circular, evitar janelas e lugares mais expostos. Então, a gente está recolhido aqui", explicou. Chega a 555 mortos no Irã nos ataques de EUA e Israel; Irã nega que irá negociar com os EUA Ataque ao Irã: entenda o que aconteceu e o que pode vir agora Meses de planejamento e decisão em cima da hora: os bastidores do ataque que matou o líder do Irã, Ali Khamenei Empresário do Espírito Santo relatou insegurança sobre quanto tempo grupo ficará em navio nos Emirados Arabes José Carlos Bergamin/ Arquivo Pessoal Primeiras horas de tensão No sábado (28), pouco antes do início do trajeto, os passageiros foram informados de que a viagem estava suspensa por tempo indeterminado. O comunicado veio horas depois do início dos ataques coordenados no Irã, que aumentaram a tensão em toda a região do Oriente Médio. Do alto do navio, ancorado no porto de Dubai, o grupo disse ter visto fumaça e clarões no céu durante a noite. "A gente via fumaça, fogo, mísseis passando. Isso gerou um pouco de pânico no começo. Ninguém dormiu direito naquela primeira noite, todo mundo acompanhando as notícias, tentando entender o que podia acontecer", contou. Cruzeiro com grupo do Espírito Santo está parado em um porto de Dubai, nos Emirados Árabes José Carlos Bergamin/ Arquivo Pessoal Com o passar das horas, os passageiros se organizaram em grupos para trocar informações e se apoiar. Entre eles, há 21 capixabas viajando juntos, além de outros brasileiros espalhados pelo navio. "A gente acabou se fortalecendo como grupo. Isso ajuda muito, porque quem está longe também fica muito preocupado. Precisamos passar tranquilidade", afirmou. Sem previsão de retorno De acordo com o empresário, a companhia marítima informou que já acionou as embaixadas e repassou a lista completa de passageiros, assumindo o compromisso de prestar assistência até que haja condições seguras de retorno. Como o pacote aéreo também foi adquirido com a mesma empresa do cruzeiro, o grupo não precisará negociar separadamente a remarcação das passagens. Apesar disso, ainda não há previsão de saída. Ele ressaltou que, até o momento, não houve ordem de evacuação em massa na região e que o espaço aéreo começa a dar pequenos sinais de retomada, com a liberação pontual de alguns voos. No entanto, a dimensão do número de turistas na região torna o processo lento. "Só nesse navio são quase cinco mil pessoas. Imagina organizar isso tudo. Não é simples", comentou. Enquanto aguardam novos comunicados, os passageiros seguem a bordo, monitorando as notícias e mantendo contato com familiares no Brasil. Guerra EUA x Irã Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã de sábado (28), o que deflagrou uma guerra entre os três países. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas. Os bombardeios mataram o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e outros membros de alto escalão da cúpula militar e de governo iraniano. Ao todo, 555 pessoas foram mortas desde o início dos ataques ao país, afirmou a organização humanitária Crescente Vermelho do Irã em atualização nesta segunda-feira (2). Fumaça e poeira se elevam após um ataque israelense aos subúrbios do sul de Beirute, na sequência de uma escalada entre o Hezbollah e Israel em meio ao conflito entre os EUA e Israel com o Irã e o Líbano. Mohamed Azakir/Reuters Em resposta aos ataques dos EUA e de Israel, o Irã disparou mísseis contra o território israelense e contra bases militares norte-americanas no Oriente Médio. Essa troca de ataques continua desde então, com bombardeios diários contra Israel e Irã, sendo presenciados em outros países da região. Os EUA informaram no domingo que três militares do país foram mortos desde o início da guerra, e Trump prometeu "vingá-los". "Infelizmente, haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe. Mas os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas que travam uma guerra, basicamente, contra a civilização", afirmou o presidente dos EUA no domingo. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo

FONTE: https://g1.globo.com/es/espirito-santo/noticia/2026/03/02/nao-sabemos-se-ficamos-aqui-2-ou-10-dias-diz-brasileiro-em-cruzeiro-parado-em-meio-a-guerra-no-oriente-medio.ghtml


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