Operação mira fraude no Jaé; bando criava rostos via inteligência artificial para cadastrar gratuidades, diz polícia
A Polícia Civil do RJ iniciou nesta terça-feira (3) uma operação contra um esquema de fraude no Jaé, sistema de bilhetagem eletrônica nos transportes municipais do Rio. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 64 mil.
Agentes da Delegacia de Defraudações saíram para cumprir mandados de busca contra 4 alvos.
De acordo com a polícia, a investigação começou após a empresa CBD Bilhete Digital S/A, responsável pelo recadastramento das gratuidades e pela emissão dos cartões, identificar irregularidades no sistema.
Segundo a corporação, as fraudes vinham sendo praticadas por funcionários terceirizados da empresa Acerio, contratada para operacionalizar o atendimento ao público nos postos de cadastramento.
De acordo com a apuração interna da CDB Digital, os investigados Gabriella Cristina Vieira Barbosa dos Santos, André Luís da Silva, Daniel dos Santos Rodrigues e Arthur de Souza Oliveira, valendo-se das funções de supervisores e atendentes, teriam realizado validações fraudulentas de cartões de gratuidade sênior.
Ainda segundo a investigação, eram utilizados CPFs inexistentes, documentos falsos e imagens faciais geradas por inteligência artificial, em violação aos protocolos de segurança do sistema.
Como funcionava o esquema
De acordo com a polícia, as validações eram feitas fora do horário regular de expediente, principalmente no período noturno, entre 21h e 6h.
Os cartões aprovados, ainda segundo a corporação, não eram entregues aos supostos beneficiários e passavam a ser utilizados por terceiros, com biometrias incompatíveis com os dados cadastrados.
Conforme a investigação, o caso mais expressivo é atribuído a Gabriella Cristina Vieira Barbosa dos Santos, que seria responsável por ao menos 75 validações consideradas fraudulentas.
Com o cumprimento dos mandados de busca, a Polícia Civil afirma que pretende identificar outros possíveis participantes do esquema e os usuários dos cartões de gratuidade do Já É que teriam sido falsificados.FONTE: https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/bom-dia-rio/noticia/2026/03/03/operacao-mira-fraude-no-jae.ghtml