Pará registra mais de mil focos de incêndio nos primeiros dois dias de novembro de 2026
03/11/2026
(Foto: Reprodução) Pará registra mais de 1.000 focos de incêndio nos dois primeiros dias de novembro
O Pará registrou mais de mil focos de incêndio só no começo de novembro. Outras duas cidades no oeste do estado decretaram situação de emergência nesta terça-feira (3).
O fogo chegou de repente e destruiu uma a fazenda na zona rural de Alenquer, no oeste do Pará.
“Matou quatro porcos do papai, queimados. Dois, nós conseguimos salvar. Galinha da mamãe morrendo. Gente, queimou muita coisa”, conta uma moradora.
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Os focos de incêndio se espalharam muito rápido em toda a região e destruíram casas, áreas de pasto e plantações. Em Monte Alegre, uma casa foi tomada pelas chamas.
“Nas últimas 48 horas, esses incêndios se intensificaram de uma forma que fugiu do controle. Isso tem causado prejuízos ambientais, na fauna e na flora, prejuízos privados, lavouras, pastagem”, afirma Roger Costa, coordenador de Defesa Civil de Alenquer.
Pará registra mais de mil focos de incêndio nos primeiros dois dias de novembro de 2026
Jornal Nacional/ Reprodução
O agravamento das queimadas levou os dois municípios a decretar, nesta terça-feira (3), situação de emergência. Em todo o estado do Pará já são mais de mil focos de incêndio apenas nos dois primeiros dias de novembro. Dos dez municípios com maior número de focos nas últimas 48 horas, sete são do oeste do estado.
“Você tem uma vegetação cada vez mais seca por conta da ausência das chuvas, você tem os ventos que estão cada vez mais intensos e fortes. E daí também tudo é propício para que haja essa queima, diz o coronel Celso Piquet, comandante regional do Corpo de Bombeiros.
Equipes do Corpo de Bombeiros e brigadistas do Prevfogo estão mobilizados na região. Aeronaves do Ibama e ICMBio foram enviadas de Santarém para apoiar o combate às chamas, que também já atingem a Floresta Nacional de Mulata.
“Há um trabalho de 13 brigadistas do Prevfogo, juntamente com aviões de lançamento de água para tentar conter essas chamas, que estão nessa localidade”, conta Yago Estouco Rodrigues, chefe da Floresta Nacional de Mulata.
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