Pergunta de R$ 500 mil: qual livro foi proibido na ditadura argentina? Veja se você acertaria
09/03/2026
(Foto: Reprodução) Uma pergunta de história geral eliminou o amazonense Luiz Cordovil do quadro "Quem quer ser um milionário?" neste domingo (8), no "Domingão com Huck". Caso tivesse acertado a questão, ganharia R$ 500 mil e poderia arriscar responder ao desafio de R$ 1 milhão.
Veja se você saberia a resposta (e, em seguida, leia a explicação):
Qual destes clássicos da literatura mundial a ditadura militar argentina proibiu?
a) "Dom Quixote"
b) "A Montanha Mágica"
c) "Guerra e Paz"
d) "O Pequeno Príncipe"
Cordovil ganhou R$ 150 mil por ter chegado até esse ponto do jogo.
O gabarito está logo após a foto abaixo. Não vale colar, hein?
Participante errou questão de história no quadro do 'Domingão com Huck'
Reprodução/TV Globo
Resposta: d) "O Pequeno Príncipe"
📖Explicação:
Durante a ditadura militar argentina, o livro "O Pequeno Príncipe", de Antoine de Saint-Exupéry, chegou a ser retirado de escolas e bibliotecas em algumas regiões da Argentina por ser considerado “subversivo”. Isso ocorreu no contexto da repressão cultural da ditadura militar, entre 1976 e 1983.
📕Por que a obra foi vista como 'problemática'? Autoridades educacionais alegaram que o clássico:
incentivava o pensamento crítico e a imaginação, vistos como perigosos por regimes autoritários — frases como "O essencial é invisível aos olhos" sugeriam que a verdade não estava no que o Estado apresentava;
transmitia valores humanistas, como amizade, empatia e responsabilidade — interpretados como princípios que desviariam a juventude do rigor militar esperado;
questionava autoridade, poder e materialismo — o personagem do Rei, que exige obediência cega mas não tem súditos reais, era lido como uma sátira aos ditadores.
Durante a ditadura argentina, milhares de livros foram proibidos ou queimados, e obras de sociologia, pedagogia crítica e literatura sumiram das prateleiras das escolas.
Um exemplo famoso é o banimento do livro infantil “Un elefante ocupa mucho espacio”, de Elsa Bornemann, acusado de promover ideias “subversivas”, porque o conto principal narra uma greve de animais de circo.
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