Piora súbita e aplicação de desinfetante: detalhes das mortes suspeitas de três pacientes em hospital do DF

  • 19/01/2026
(Foto: Reprodução)
Polícia prende técnicos de enfermagem suspeitos de matar 3 pacientes de hospital no DF Três pessoas foram presas suspeitas de cometerem três assassinatos em um hospital de Taguatinga, no Distrito Federal, em novembro e dezembro do ano passado. Segundo apurado pela TV Globo, o caso aconteceu no Hospital Anchieta. Além desse medicamento, o técnico aplicou desinfetante dez vezes na paciente de 75 anos, com uma seringa, apontaram as investigações. Segundo a Polícia Civil, as aplicações foram feitas no mesmo dia, após a paciente ter várias paradas cardíacas. Em outra ocasião, o homem de 24 anos aproveitou que o sistema do hospital estava aberto na conta de um médico, receitou um medicamento "errado", buscou na farmácia, e aplicou nas três vítimas sem consultar a equipe médica. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. Duas aplicações foram feitas no dia 17 de novembro do ano passado e uma no dia 1° de dezembro. Segundo a Polícia Civil, para disfarçar a autoria do crime, o técnico de enfermagem fazia massagem cardíaca nos pacientes para tentar reanimá-los. A investigação corre sob sigilo por isso os nomes dos investigados não serão divulgados. O g1 tenta localizar o contato da defesa dos investigados. Piora súbita Hospital Anchieta em Taguatinga no DF. TV Globo/Reprodução De acordo com a diretora do Instituto Médico Legal, Márcia Reis, os pacientes tinham gravidades diferentes. Em todos os casos, a piora súbita das vítimas chamou a atenção do hospital e dos investigadores. Nas imagens das câmeras de segurança da Unidade de Terapia Intensiva, onde os pacientes estavam internado, a Polícia Civil percebeu que os medicamentos eram aplicados em momentos de piora das vítimas. As vítimas são: uma professora aposentada de 75 anos, de Taguatinga; um servidor público de 63 anos, do Riacho Fundo I; um servidor público de 33 anos, de Brazlândia. Em nota, o Hospital Anchieta disse que, "ao identificar circunstâncias atípicas relacionadas a três óbitos na Unidade de Terapia Intensiva", instaurou um comitê interno para investigar os casos e, a partir dos resultados, pediu a abertura de um inquérito policial. Os ex-técnicos de enfermagem supostamente envolvidos nos crimes foram demitidos e as famílias das vítimas foram informadas, "prestando todos os esclarecimentos necessários de forma responsável e acolhedora" (veja íntegra da nota abaixo). Prisões De acordo com a Polícia Civil, as prisões dos ex-técnicos de enfermagem aconteceram no último dia 11. Na ocasião, os agentes também cumpriram três mandados de busca e apreensão em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas de Goiás. A segunda fase da mesma operação foi deflagrada na última quinta-feira (15), quando foram apreendidos dispositivos eletrônicos em Ceilândia e Samambaia. A Polícia Civil ainda apura se existem outros casos no Hospital Anchieta e em outras unidades de saúde aonde o homem de 24 anos atuou. O que diz o Hospital Anchieta "O Hospital Anchieta S.A., referência em cuidados de saúde em Brasília/DF há 30 anos, vem a público esclarecer as providências adotadas diante de fatos graves envolvendo ex-funcionários da instituição. Ao identificar circunstâncias atípicas relacionadas a três óbitos ocorridos em sua Unidade de Terapia Intensiva, o Hospital instaurou, por iniciativa própria, em cumprimento ao seu dever civil, ético e ao seu compromisso com a transparência, comitê interno de análise e conduziu investigação célere e rigorosa, que em menos de vinte dias resultou na identificação de evidências envolvendo ex-técnicos de enfermagem, as quais foram formalmente encaminhadas às autoridades competentes. Com base nessas evidências, fruto da investigação interna realizada pela instituição, o próprio Hospital requereu a instauração de inquérito policial, bem como a adoção das medidas cautelares cabíveis, inclusive a prisão cautelar dos envolvidos os quais já haviam sido desligados da Instituição, prisões as quais foram cumpridas pelas autoridades nos dias 12 e 15 de janeiro de 2026. Pautado pela transparência de seus processos e pela confiança nos protocolos internos que norteiam sua atuação, o Hospital entrou em contato com as famílias envolvidas, prestando todos os esclarecimentos necessários de forma responsável e acolhedora. Reitera, ainda, que o caso tramita em segredo de justiça, o que impossibilita a divulgação de informações adicionais bem como a identificação das partes envolvidas. O hospital entende que o segredo de justiça é imprescindível à preservação da apuração, à proteção das partes envolvidas e ao regular exercício das atribuições das autoridades competentes, o qual deve ser estritamente observado de acordo com os limites impostos pela decisão judicial. O Hospital, enquanto também vítima da ação destes ex-funcionários, solidariza-se com os familiares das vítimas, e informa que está colaborando de forma irrestrita e incondicional com as autoridades públicas, reafirmando seu compromisso permanente com a segurança dos pacientes, com a verdade e a justiça." Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

FONTE: https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2026/01/19/piora-subita-e-aplicacao-de-desinfetante-detalhes-das-mortes-suspeitas-de-tres-pacientes-em-hospital-do-df.ghtml


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