Polícia Civil pede prisão preventiva de pecuarista suspeito de matar namorada 38 anos mais nova em SP
28/10/2026
(Foto: Reprodução) Suspeito de matar mulher já foi preso e condenado por descumprir medida protetiva de ex
A Polícia Civil informou nesta quarta-feira (28) que pediu a prisão preventiva do pecuarista João Roberto Bolelli, de 62 anos, suspeito de matar a namorada Priscila Lacerda Custodio, de 24 anos, em Rifaina (SP).
O pedido ainda não tinha sido avaliado pela Justiça até a última atualização desta notícia. Ele responde por feminicídio.
"Nós já instauramos um inquérito policial e já fizemos a representação pela prisão preventiva. Estamos aguardando uma decisão da justiça e já estamos diligenciando para que possamos encontrar o autor dos fatos", afirmou o delegado Fábio Branquinho, em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo.
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Ao g1, a defesa de Bolelli disse que analisa o caso e ainda não teve contato com ele.
Bolelli não foi encontrado pelas autoridades desde a noite de terça-feira (27), quando Priscila foi baleada e morta às margens da Rodovia Cândido Portinari (SP-334).
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima, que é natural de Perdizes (MG), havia terminado um relacionamento com o suspeito e tinha ido a Rifaina para devolver uma caminhonete do pecuarista que estava com ela.
O irmão e uma amiga acompanharam a jovem porque, segundo relatos deles à polícia, Priscila estava apreensiva e havia relatado agressões e ameaças feitas pelo suspeito.
De acordo com o boletim de ocorrência, a jovem foi baleada durante uma discussão por causa de um aparelho celular. O irmão dela afirmou que Bolelli também apontou a arma na direção dele antes de fugir.
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João Roberto Bolelli, de 62 anos, é suspeito de matar a tiros Priscila Lacerda Custodio em Rifaina, SP
Reprodução/EPTV
Histórico de violência doméstica
Natural de Rifaina, Bolelli tem um histórico judicial que inclui prisão preventiva por descumprimento de medida protetiva e uma condenação pelo mesmo crime em outro episódio.
Em fevereiro de 2018, a Justiça concedeu medidas de proteção a uma ex-companheira com quem o pecuarista havia mantido um relacionamento de cinco anos.
A decisão o proibia de se aproximar da mulher e de manter contato com ela.
Em junho daquele ano, a Justiça decretou a prisão preventiva de Bolelli em um procedimento relacionado ao descumprimento da medida protetiva.
Ele foi preso em 21 de junho e encaminhado à Penitenciária de Franca. A prisão preventiva foi revogada cinco dias depois, e o pecuarista foi solto em 27 de junho.
Em setembro de 2018, a ex-companheira voltou a procurar a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Franca.
Ela relatou que Bolelli continuava fazendo ligações telefônicas e a seguindo de carro, apesar da determinação judicial.
Segundo a investigação, o pecuarista também apareceu em uma casa onde a mulher estava.
O Ministério Público apresentou denúncia por descumprimento de medida protetiva.
Durante o processo, Bolelli negou as acusações. Ele afirmou que a ex-companheira também telefonava para ele e que havia procurado uma amiga dela para tentar reatar o relacionamento.
A Justiça não acolheu a versão apresentada pela defesa.
Em dezembro de 2021, o juiz Orlando Brossi Júnior, da 3ª Vara Criminal de Franca, condenou Bolelli a três meses e 15 dias de detenção, em regime aberto.
A defesa recorreu, mas a 9ª Câmara de Direito Criminal do TJ-SP manteve a condenação por unanimidade, em abril de 2022. A decisão se tornou definitiva em maio daquele ano.
A sentença de 2021 também menciona uma condenação anterior relacionada a ameaça e vias de fato, em um processo envolvendo acontecimentos de dezembro de 2017.
Segundo a certidão judicial, Bolelli foi condenado em outubro de 2020 a 15 dias de prisão simples pela contravenção de vias de fato, com suspensão condicional da pena.
A condenação foi confirmada pelo TJ-SP em janeiro de 2021.
A documentação também registra outros procedimentos relacionados a ameaças e violência doméstica, incluindo uma ação penal de 2018 encerrada com extinção da punibilidade e um procedimento de 2014 arquivado sem condenação.
Nem todos os registros resultaram em condenação.
*Esta notícia está em atualização.
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