'Prometi que ela ia se arrepender': vítima de homofobia fala sobre prisão de mulher ao desembarcar da Espanha após fugir de SP

  • 06/02/2026
(Foto: Reprodução)
Mulher que agrediu casal gay em padaria no Centro de SP é presa após atropelar jovem A vítima de um ataque homofóbico ocorrido em uma padaria no Centro de São Paulo em 2024 se pronunciou após a prisão de Jaqueline Santos Ludovico, detida pela Polícia Federal ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), na quarta-feira (4). Condenada por homofobia, ela foi presa depois de retornar da Espanha. Jaqueline era considerada foragida da Justiça desde outubro do ano passado. Em um relato publicado nas redes sociais, o jornalista Rafael Gonzaga, alvo das ofensas, afirmou que a prisão representa uma resposta contra a impunidade. “Naquele dia, eu prometi que ela ia se arrepender disso para o resto da vida dela, e eu cumpri minha promessa”, afirmou. A Polícia Federal confirmou nesta sexta-feira (6) a identidade da mulher presa. Jaqueline Santos Ludovico teve a prisão preventiva decretada pela Justiça de São Paulo em janeiro deste ano, após descumprir medidas judiciais impostas quando foi solta para responder a outros processos em liberdade. Ataque homofóbico e atropelamento O caso que motivou a condenação por homofobia aconteceu em 3 de fevereiro de 2024. Ele e o companheiro foram atacados verbalmente por Jaqueline após estacionarem o carro ao lado do dela numa padaria no Centro da capital. Poucos meses depois, Jaqueline foi presa em flagrante por atropelar um homem enquanto dirigia embriagada e tentar fugir sem prestar socorro. Apesar disso, ela foi colocada em liberdade para aguardar o andamento do processo. No entanto, ela descumpriu os requisitos do benefício ao fugir para a Espanha. Durante o período em que esteve no exterior, o jornalista afirma ter recebido informações sobre o paradeiro da mulher, incluindo endereço e contatos. De acordo com ele, os problemas enfrentados por Jaqueline na Espanha teriam motivado o retorno ao Brasil. Prisão em Viracopos A prisão foi realizada pela equipe de plantão da Polícia Federal que atua no Terminal de Passageiros de Viracopos, no momento em que Jaqueline desembarcou de um voo vindo de Madri, na quarta-feira (4). A detenção ocorreu um dia após o ataque homofóbico na padaria completar dois anos. Atualmente, Jaqueline Santos Ludovico está presa na Cadeia Feminina de Mogi Guaçu, no interior de São Paulo. Além da condenação por homofobia e do processo por atropelamento, ela também é ré por estelionato em Santa Catarina, em um processo que tramita desde 2025. “Homofobia não vai ficar impune” Ao comentar a prisão, Rafael Gonzaga afirmou que sempre fez questão de tornar pública sua luta por justiça, por entender que se trata de uma causa coletiva. “Essa luta é uma forma de dizer para todo homofóbico que homofobia não vai ficar impune”, afirmou. Segundo ele, o caso deixa um recado claro. “Agora que a Jaqueline foi presa, eu posso dizer: homofóbicos não passarão.” O g1 tenta localizar a defesa de Jaqueline Santos Ludovico para pedir um posicionamento. Até a última atualização desta reportagem, não houve resposta. Mulher é filmada xingando casal com palavras homofóbicas em Santa Cecília, São Paulo Rafael Gonzaga comentou a prisão de Jaqueline, condenada por homofobia Reprodução

FONTE: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/02/06/prometi-que-ela-ia-se-arrepender-vitima-de-homofobia-fala-sobre-prisao-de-mulher-ao-desembarcar-da-espanha-apos-fugir-de-sp.ghtml


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