Trump diz que está acompanhando 'muito de perto' as eleições do Brasil
01/10/2026
(Foto: Reprodução) Trump fala com a imprensa na Casa Branca antes de embarcar
Evan Vucci/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (1º) que está acompanhando "muito de perto" as eleições no Brasil. Ele disse ainda que o pleito brasileiro é "muito importante".
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"O Brasil é um país muito importante. É um ótimo país. As pessoas do Brasil são fantásticas. É uma eleição muito importante", declarou o presidente a repórteres na Casa Branca.
Trump não mencionou se está apoiando algum candidato no pleito brasileiro, rompendo com a postura que tem adotado em eleições recentes na América Latina. No exemplo mais recente, no pleito da Colômbia, o norte-americano manifestou abertamente apoio ao agora presidente do país, Abelardo de la Espriella.
Trump diz que eleição brasileira é muito importante
Na semana passada, congressistas norte-americanos acusaram o governo de Donald Trump de tentar interferir nas eleições brasileiras, em uma carta enviada ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. Esta semana, senadores cobraram da gestão Trump, também por meio de uma carta enviada a Rubio, garantias de que Washington aceitará o resultado do pleito.
No novo documento, os senadores expressaram "preocupação com ações do governo (dos EUA) que ameaçam nossa aliança estratégica com o Brasil" e voltaram a apontar uma suposta tentativa de interferência por parte de Washington.
"Ao longo do segundo mandato do Presidente Trump, observamos autoridades dos EUA envolvidas em uma campanha de interferência e desestabilização no Brasil", diz o documento.
Na carta, eles apresentam, como indícios:
A nomeação de Darren Beattie, político de extrema direita e forte crítico do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, como assessor sênior para questões relacionadas ao Brasil no Departamento de Estado dos EUA;
A aplicação de novas tarifas extras após uma investigação, segundo relatos, "iniciada por determinação do presidente Trump".
👉 Em agosto, o Departamento do Estado dos EUA afirmou ao g1 que respeitará "qualquer governo" que for eleito em outubro no Brasil. O departamento também negou ter plano para impedir uma reeleição do presidente Lula.
Ainda assim, o governo brasileiro construiu uma "barreira" para tentar blindar qualquer tentativa de interferência por parte do governo Trump, de acordo com uma reportagem do jornal norte-americano "The New York Times" com base em fontes de Brasília.
Como exemplo, o Brasil tem buscado apoio de países na Europa e Ásia e monitorado lobbies estrangeiros dentro do país, além de tentar combater informações falsas sobre fraude eleitoral.
Abin informou europeus de interferência, diz agência
Flávio Bolsonaro, Donald Trump e Lula
Montagem - Arte/g1
Já reportagem da agência de notícias Reuters afirmou que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) informou à União Europeia que Estados Unidos e Rússia tentaram intefererir no pleito brasileiro.
Com base também em fontes e documentos da UE, a Reuters afirmou que o alerta foi feito pela Abin a delegações da Alemanha e da França que visitaram em setembro a capital brasileira. Na ocasião, afirmou a agência, autoridades da Abin “confirmaram a existência de interferência tanto dos Estados Unidos quanto da Rússia".
Por parte do governo norte-americano, a suposta interferência veio por meio de “ações judiciais até interferência abertamente reconhecida”, segundo um relatório da UE sobre a reunião ao que a Reuters teve acesso. O documento não detalhou a suposta interferência do governo da Rússia.
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