Veja quem são os candidatos ao Senado no Distrito Federal em 2026
07/08/2026
(Foto: Reprodução) Urna eletrônica, em imagem de arquivo
Reprodução/TV Globo
A disputa pelas duas vagas em aberto no Senado pelo Distrito Federal tem, até agora, oito nomes indicados pelos partidos.
São eles, em ordem alfabética:
Bia Kicis (PL)
Cristian Viana (Podemos)
Eduardo Zanata (PSTU)
Erika Kokay (PT)
Leila do Vôlei (PDT)
Michelle Bolsonaro (PL)
Sebastião Coelho (Novo)
Tiago Tarsis (Agir)
O prazo para as convenções partidárias – reuniões de filiados para escolher os candidatos de cada partido – terminou nesta quarta-feira (5). Agora, as siglas têm até o dia 15 de agosto para registrar os nomes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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O primeiro turno está marcado para 4 de outubro e o segundo turno, para o dia 23 de outubro.
Neste ano, os brasileiros vão votar para:
presidente;
governador;
senador (são dois votos, que não podem ser no mesmo candidato);
deputado federal;
deputado distrital.
g1 e GloboNews começam cobertura especial das eleições 2026 com entrevistas dos candidatos à Presidência
Veja abaixo mais detalhes sobre os candidatos ao Senado pelo DF, em ordem alfabética.
Bia Kicis (PL)
Bia Kicis no plenário da Câmara dos Deputados, em imagem de arquivo
Mário Agra/Câmara dos Deputados
Nascida no Rio de Janeiro e graduada em Direito pela Universidade de Brasília, a advogada Bia Kicis foi subprocuradora-Geral do do DF, cargo em que se aposentou em 2016.
Bia Kicis está em seu segundo mandato na Câmara dos Deputados. Entre 2021 e 2022, foi presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o principal colegiado da Casa – por onde passam quase todos os projetos em tramitação.
Bia é considerada um nome próximo da família do ex-presidente Jair Bolsonaro e, atualmente, é também presidente do PL no Distrito Federal.
Cristian Viana (Podemos)
Cristian Viana, em imagem de arquivo
Renato Alves/Agência Brasília
Cristian Viana é o presidente do diretório distrital do Podemos e o atual secretário do Entorno do DF. A pasta cuida das relações entre o DF e os municípios de Goiás que fazem divisa com a capital.
Essa é a primeira candidatura de Cristian Viana ao Senado. Ao longo da carreira, Cristian Viana exerceu funções no Governo do Distrito Federal, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
Segundo o partido, a atuação dele é voltada para a integração entre o DF e os municípios do Entorno, com foco em mobilidade, desenvolvimento regional e articulação institucional.
Eduardo Zanata (PSTU)
Eduardo Zanata (à direita) em evento de lançamento da candidatura ao Senado
PSTU/Divulgação
Eduardo Zanata é o nome escolhido pelo PSTU como candidato ao Senado.
Professor de língua portuguesa na rede pública do DF, o candidato iniciou a carreira política no movimento estudantil.
Durante a graduação, Zanata foi presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) de 2007 a 2008. Ele foi candidato a vice-governador pelo partido em 2018 e 2022.
Erika Kokay (PT)
Erika Kokay em imagem de arquivo na Câmara dos Deputados
Reprodução
Erika Kokay é natural de Fortaleza (CE), mas vive em Brasília desde 1975. A trajetória na política começou em 1976, no movimento estudantil da UnB, em um período de regime militar na instituição.
Na época, ela chegou a ser expulsa após organizar uma greve na universidade. Erika conseguiu voltar e concluir o curso de Psicologia em 1988, após a anistia.
Candidata ao Senado pela primeira vez, Erika Kokay foi eleita como deputada distrital em 2002. A representante do PT esteve no legislativo do DF até 2010, quando concorreu à Câmara dos Deputados.
A parlamentar cumpre o quarto mandato como deputada federal.
Leila do Vôlei (PDT)
Senadora Leila do Vôlei em imagem de arquivo
TV Globo/Reprodução
Leila Barros é senadora pelo Distrito Federal desde 2019 e, agora, é candidata à reeleição. Em 2022, ela se candidatou ao governo do DF e recebeu 79.597 votos no primeiro turno (4,81%).
Natural de Taguatinga, Leila ficou nacionalmente conhecida pela trajetória na Seleção Brasileira de Vôlei Feminino. A jogadora conquistou duas medalhas de bronze em olimpíadas, em Atlanta (1996) e Sydney (2000).
No Senado, Leila é presidente da Comissão de Esporte. A parlamentar foi ainda autora da lei que tipifica o crime de perseguição, conhecido popularmente como "stalking".
Michelle Bolsonaro (PL)
Michelle Bolsonaro, em imagem de arquivo
Eduardo F.S. Lima/Ato Press/Estadão Conteúdo
Nascida em Ceilândia, Michelle Bolsonaro se tornou famosa na política brasileira como primeira-dama do ex-presidente Jair Bolsonaro, com quem se casou em 2007.
A candidata é uma das apostas do PL para aproximar a sigla do público feminino e chegou a ser cogitada por aliados para uma candidatura presidencial.
Michelle assumiu a presidência do PL Mulher em 2023 e comandou a ala feminina da sigla até junho deste ano, quando deixou o posto em meio a atritos com o enteado e pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL). Os dois fizeram as pazes, semanas depois.
Sebastião Coelho (Novo)
Desembargador aposentado Sebastião Reis Coelho, em imagem de arquivo
TV Justiça/Reprodução
Natural de Santana de Ipanema (AL), o ex-desembargador Sebastião Coelho fez carreira no Tribunal de Justiça do DF, onde se aposentou em 2022.
Em três décadas de magistratura, o candidato atuou também como juiz de direito e juiz eleitoral no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-DF). Sebastião foi eleito como vice-presidente e Corregedor do TRE-DF para o triênio de 2022 a 2024, quando pediu aposentadoria.
O candidato ao Senado é investigado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por incitação a atos golpistas quando ainda exercia a magistratura.
Na ocasião, ele acusou o ministro Alexandre de Moraes de proferir "uma declaração de guerra ao País" durante discurso de posse na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Sebastião renunciou ao cargo três dias após o evento.
Tiago Tarsis (Agir)
Tiago Tarsis tem 39 anos, é agricultor, micro-empresário e estrategista político.
Segundo o Agir, ele "mais de 20 anos de atuação em campanhas e processos eleitorais". Ao g1, Tarsis afirmou que sempre trabalhou com campanhas e pretendia se candidatar em 2030, mas adiantou os planos em razão da "falta de preparo técnico dos candidatos ao Senado".
Tiago Tarsis afirmou ainda que fará uma campanha sem comício e sem fundo partidário e que, no período da propaganda eleitoral, pretende fazer "lives" diárias. Disse também que, se eleito, quer ficar apenas quatro anos no mandato e passar o gabinete ao suplente, o policial militar Clayton Feliciano.
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