VÍDEO: GCM usa spray de pimenta e gás lacrimogênio para dispersar bloco no Butantã, na Zona Oeste de SP
18/02/2026
(Foto: Reprodução) GCM usa spray de pimenta e gás lacrimogênio para dispersar bloco no Butantã
A Guarda Civil Metropolitana (GCM) usou bombas de gás lacrimogênio e spray de pimenta contra foliões do bloco Vai Quem Qué, na noite de terça-feira (17), na Praça Boturoca, na região do Butantã, Zona Oeste de São Paulo.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram participantes tossindo e cobrindo o rosto com camisetas e panos. Para fugir do gás, muitos correram e buscaram abrigo em bares e restaurantes no entorno da praça. (Veja acima.)
Uma integrante do bloco afirmou que uma funcionária da prefeitura, da área de zeladoria, que realizava a varrição após o cortejo, chegou a desmaiar por causa do gás. Procurada, a Secretaria Municipal de Segurança Urbana não se manifestou até a última atualização desta reportagem.
Fundado em 1981, o Vai Quem Qué iniciou a concentração às 13h, na Praça Laerte Garcia da Rosa, e encerrou o percurso às 18h, na Praça Santo Epifânio, seguindo o trajeto e os horários publicados no Diário Oficial do Município.
GCM usa spray de pimenta e gás lacrimogênio para dispersar bloco no Butantã, na terça-feira (17).
Montagem/g1/Reprodução
Segundo o bloco, o equipamento de som foi desligado e recolhido às 18h, quando os foliões já se dispersavam em direção aos bares da região.
De acordo com o Guia de Carnaval de Rua de São Paulo, para que haja dispersão em tempo adequado, o encerramento do desfile e o desligamento dos equipamentos de som devem acontecer, impreterivelmente, até as 18h, e a dispersão total do público deve ocorrer até as 19h.
Segundo a organização, foi no momento da dispersão que agentes da GCM teriam iniciado a ação com uso de gás e bombas.
“Um dos nossos integrantes, que foi tentar dialogar com a GCM, foi espancado. A partir daí, a Guarda escalonou a violência. As imagens publicadas nas redes sociais mostram a desproporção: bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e violência excessiva contra o carnaval de rua”, afirmou o bloco em comunicado oficial.
Em outro trecho, o grupo declarou que “repudia” a forma como a dispersão foi conduzida. “Não aceitaremos que a dispersão do nosso bloco seja feita na base da porrada. Apesar do fim triste, culpa da política autoritária da Prefeitura e de sua Guarda Civil, o cortejo foi lindo. Seguiremos espalhando carnaval e alegria pelas ruas da cidade”, diz o comunicado.
Agressão no Ibirapuera
Este não é o primeiro registro de violência durante o carnaval de São Paulo neste ano. Também na terça, um grupo de policiais militares agrediu um homem na Avenida Pedro Álvares Cabral, no circuito do Ibirapuera, na Zona Sul da capital.
Vídeos mostram um policial aplicando um "mata-leão" até o homem desmaiar, enquanto outros agentes seguram seus braços e pernas e o atingem com socos na região do abdômen. As imagens indicam que ao menos cinco policiais participaram diretamente da ação.
Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que "não compactua com excessos" e declarou que o homem foi detido após “desacatar e agredir” policiais militares que realizavam patrulhamento no local.
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